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PF suspeita que drogarias eram usadas para movimentação de recursos de núcleo investigado na Compliance Zero

PF suspeita que drogarias eram usadas para movimentação de recursos de núcleo investigado na Compliance Zero

Decisão do STF aponta indícios de uso de empresas para recebimento indireto de pagamentos ligados à organização criminosa

Por: Redação

14/05/2026 às 14:49

Imagem de PF suspeita que drogarias eram usadas para movimentação de recursos de núcleo investigado na Compliance Zero

Foto: Reprodução / Google Street View

Investigadores da Polícia Federal suspeitam que drogarias vinculadas ao investigado Victor Lima Sedlmaier eram utilizadas para o recebimento indireto de pagamentos relacionados às atividades de um núcleo investigado na Operação Compliance Zero.

Victor teve a prisão preventiva decretada na sexta fase da operação, autorizada pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal.

Segundo a investigação, Victor é sócio minoritário de duas drogarias, circunstância que, de acordo com a PF, pode indicar o uso de pessoas jurídicas para ocultar movimentações financeiras relacionadas aos serviços prestados ao grupo investigado.

Na decisão, André Mendonça afirmou que, embora o tema ainda dependa de aprofundamento probatório, os elementos reunidos até o momento sugerem possível utilização das empresas para circulação dissimulada de valores ligados às atividades ilícitas.

“Esse aspecto não é irrelevante nesta fase, pois sugere que Victor não figurava apenas como executor técnico, mas também como possível ponto de apoio para circulação dissimulada de valores ligados à atividade ilícita”, escreveu o ministro.

A decisão aponta ainda indícios de que Victor teria atuado como operador auxiliar qualificado do núcleo chamado “Os Meninos”, apontado pela investigação como braço tecnológico da organização investigada.

Segundo a PF, a atuação envolveria prestação contínua de serviços técnicos ao investigado David Henrique Alves, identificado como líder do núcleo “Os Meninos”, além de participação remunerada na estrutura digital do grupo.

Em depoimento prestado à Polícia Federal, Victor afirmou ser estudante de ciência da computação, trabalhar como desenvolvedor e prestar serviços técnicos para David Henrique Alves.

Na decisão, André Mendonça afirmou que os elementos apontam para “vínculo funcional, econômico e logístico concreto” entre Victor e a estrutura tecnológica investigada.

De acordo com a PF, o núcleo “Os Meninos” seria especializado em atividades como ataques cibernéticos, invasões telemáticas, derrubada de perfis em redes sociais e monitoramento telefônico e digital ilegal.

A defesa de Victor Lima Sedlmaier não foi localizada até o momento.

 

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