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PGR se posiciona contra retirada de tornozeleira de investigada na Farra do INSS
PGR se posiciona contra retirada de tornozeleira de investigada na Farra do INSS
Órgão afirma que seguem válidos os motivos para medidas cautelares contra Roberta Luchsinger, investigada por suspeita de lavagem de dinheiro
Por: Redação
20/05/2026 às 08:21

Foto: Reprodução
A Procuradoria-Geral da República (PGR) manifestou-se contra o pedido da defesa de Roberta Luchsinger para retirada da tornozeleira eletrônica imposta no âmbito da Operação Sem Desconto, investigação da Polícia Federal que apura um suposto esquema de fraudes e desvios envolvendo benefícios previdenciários, conhecido como Farra do INSS.
Roberta é investigada por suspeita de manter uma “sociedade de fato” com o empresário Antonio Carlos Camilo Antunes, apontado pelas investigações como operador do esquema, em uma atuação que teria contribuído para práticas de lavagem de dinheiro.
Em parecer encaminhado ao processo, o vice-procurador-geral da República, Hindenburgo Chateaubriand Filho, afirmou que não houve alteração das circunstâncias que justificaram a imposição das medidas cautelares.
“As circunstâncias presentes ao tempo em que deferidas as cautelares permanecem atuais. Daí a razão por que devam ser integralmente preservadas, em nome da garantia da ordem pública e da instrução penal”, escreveu.
Segundo a manifestação da PGR, permanecem válidos os fundamentos apresentados anteriormente pelo Ministério Público Federal para manutenção das restrições, incluindo risco de continuidade das supostas práticas ilícitas, possibilidade de ocultação de provas e vínculos entre investigados.
Em trecho do documento, Hindenburgo Filho sustenta que o cenário investigativo permanece inalterado e que não surgiram fatos novos capazes de justificar revisão da medida.
“Concluiu, assim, que como se mantinham inalteradas as premissas fáticas que fundamentaram a decretação das medidas, não haveria motivos para revê-las”, registrou.
Ao determinar o uso da tornozeleira eletrônica, a Polícia Federal afirmou que Roberta manteria elevado “trânsito em estruturas de poder” e teria capacidade de influenciar decisões ligadas a interesses do grupo investigado.
Roberta Luchsinger é amiga pessoal do empresário Fábio Luís Lula da Silva, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, embora não haja acusação formal de envolvimento dele na investigação.
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