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Planalto tenta construir “saída honrosa” para Hugo Motta após crise do PL Antifacção
Planalto tenta construir “saída honrosa” para Hugo Motta após crise do PL Antifacção
Governo se mobiliza para conter desgaste com presidente da Câmara após escolha de Derrite como relator
Por: Redação
13/11/2025 às 16:12

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
O Palácio do Planalto abriu uma operação política para tentar oferecer uma “saída honrosa” ao presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos), após o desgaste provocado pela tramitação do PL Antifacção — projeto que endurece o combate às facções criminosas e que expôs divergências entre o Executivo e setores da direita.
Segundo informação divulgada pelo portal Metrópoles, uma reunião entre Lula, a ministra das Relações Institucionais Gleisi Hoffmann, o relator Guilherme Derrite (PP-SP) e o presidente do Congresso, Davi Alcolumbre (União Brasil), deve ser marcada para a próxima semana.
Nos bastidores, o governo reconhece que a crise gerou ruídos com Motta, até então considerado um aliado importante em votações estratégicas. O desconforto aumentou após Motta escolher Derrite — aliado do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas — como relator do projeto, decisão que surpreendeu o Planalto e irritou a cúpula petista.
Objetivo: baixar a tensão e evitar desgaste maior
A ordem no Planalto é reduzir a temperatura antes que as divergências contaminem a pauta legislativa, especialmente às portas do ano eleitoral.
A estratégia discutida envolve:
- Construir entendimento político que permita a Motta recuar sem perder espaço ou parecer enfraquecido;
- Debater ajustes no texto, inclusive por meio de emendas;
- Descartar trechos considerados problemáticos, como o destaque apresentado pelo partido Novo, visto com forte antipatia por Lula e parte da base.
O governo reconhece que o tema é sensível: ao mesmo tempo em que não quer aprofundar atritos com Motta, também busca limitar pontos do projeto que desagradam ao PT — sobretudo aqueles que endurecem classificações criminais, como o enquadramento de facções como terrorismo, defendido pela direita.
Planalto tenta preservar base e manter controle da agenda
A principal preocupação do governo é impedir que a crise afete votações essenciais no Congresso. O Republicanos, partido de Motta, é considerado peça-chave para garantir maioria em momentos decisivos.
Por isso, o Planalto quer oferecer ao presidente da Câmara uma rota de saída politicamente confortável, que mantenha sua interlocução com o governo sem parecer submissão ao Executivo.
A articulação revela mais uma tensão entre o governo Lula e setores de centro e direita que cobram medidas duras contra facções — um debate que continua polarizado dentro e fora do Parlamento.
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