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Por falta de verba, voos de jatinhos da FAB atingem segundo menor nível da história em 2025

Por falta de verba, voos de jatinhos da FAB atingem segundo menor nível da história em 2025

Bloqueio de recursos e falta de planejamento dificultam transporte de autoridades federais

Por: Redação

13/08/2025 às 09:52

Jatinho da FAB

Foto: Divulgação – FAB

O uso de jatos da Força Aérea Brasileira (FAB) para transporte de autoridades dos Três Poderes recuou significativamente neste ano, alcançando o segundo menor patamar desde o início da série histórica, em 2003. Nos sete primeiros meses de 2025, foram registradas 654 decolagens, apenas acima das 407 ocorridas em igual período de 2020, durante o auge da pandemia.

A queda expressiva está ligada à escassez orçamentária enfrentada pelo Ministério da Defesa desde o fim do primeiro semestre. Bloqueios de R$ 3,26 bilhões nos segundo e terceiro bimestres comprometeram a operação da FAB e atrasaram manutenções essenciais. Embora parte dos recursos tenha sido liberada em julho, a normalização completa ainda depende da chegada de verbas às bases operacionais.

Atualmente, apenas 2 a 3 das 10 aeronaves usadas para transportar autoridades estão em operação. A expectativa é que até outubro cinco jatos estejam novamente disponíveis. A Força Aérea informou que alguns aviões permanecem meses no solo e exigem manutenção rigorosa antes de serem liberados para voo.

O bloqueio de verbas impactou diretamente o planejamento e a manutenção da frota. Dos R$ 1,92 bilhão liberados do Orçamento para o Ministério da Defesa, R$ 693 milhões foram destinados a programas do Novo PAC, e R$ 1,23 bilhão para despesas discricionárias, sem detalhamento específico para a FAB.

Entre os destinos mais frequentes, Brasília lidera com 264 voos, seguida por São Paulo (100), Rio de Janeiro (40) e Recife (15). Entre os passageiros mais assíduos, o presidente da Câmara, Hugo Motta (66 viagens), lidera, seguido pelo presidente do STF, Luís Roberto Barroso (62), e pelo ministro da Fazenda, Fernando Haddad (57).

A prioridade de uso dos jatos segue a legislação vigente, contemplando o vice-presidente, os presidentes do Senado, da Câmara e do STF, ministros de Estado e comandantes militares. O ministro da Defesa pode autorizar o transporte de outras autoridades, nacionais ou estrangeiras.

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