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Possível delação de Daniel Vorcaro pode atingir empresários e líderes partidários

Possível delação de Daniel Vorcaro pode atingir empresários e líderes partidários

Ex-dono do Banco Master avalia acordo com a Polícia Federal enquanto investigações avançam sobre escândalo financeiro

Por: Redação

09/03/2026 às 07:44

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Foto: Reprodução

O ex-banqueiro Daniel Vorcaro, antigo controlador do Banco Master, estuda firmar um acordo de delação premiada com a Polícia Federal no âmbito das investigações que apuram irregularidades envolvendo a instituição financeira. A estratégia surge diante do avanço das apurações e da avaliação de que o empresário dificilmente escapará de condenações no caso.

De acordo com informações publicadas na coluna No Ponto, a possível colaboração pode incluir revelações envolvendo grandes empresários e presidentes de partidos políticos, o que ampliaria o impacto político do escândalo.

A possibilidade de delação tem provocado divergências dentro da própria equipe jurídica de Vorcaro. Dos três advogados que atualmente o representam, dois seriam contrários ao acordo. O motivo estaria no fato de que alguns dos nomes que poderiam ser citados pelo ex-banqueiro seriam clientes desses mesmos advogados, criando um potencial conflito de interesses.

Caso o empresário avance na negociação com a Polícia Federal, a expectativa é que haja mudanças na defesa. Pelo menos um dos advogados deve deixar o caso para permitir que novos profissionais conduzam as tratativas de colaboração com os investigadores.

As investigações relacionadas ao Banco Master revelaram uma rede de relações que envolve agentes do mercado financeiro, operadores políticos e autoridades públicas. Reportagens apontam que o banco mantinha interlocução com integrantes dos três Poderes da República.

Entre os episódios que ampliaram a repercussão do caso está a revelação de um contrato estimado em cerca de R$ 130 milhões firmado entre o Banco Master e o escritório de advocacia de Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes. O acordo previa pagamentos mensais superiores a R$ 3,5 milhões por serviços de consultoria junto a órgãos públicos como o Banco Central, a Receita Federal e o Congresso Nacional.

As apurações também alcançaram integrantes do Banco Central. Dois ex-dirigentes da instituição são investigados sob suspeita de fornecer informações e orientação regulatória ao banco enquanto ainda ocupavam cargos no órgão regulador.

Segundo os investigadores, o colapso do Banco Master já é considerado um dos maiores escândalos financeiros recentes do país, com prejuízos estimados em dezenas de bilhões de reais e impacto sobre mais de um milhão de investidores. Relatórios da Polícia Federal indicam que a instituição teria inflado artificialmente ativos e emitido títulos sem lastro para sustentar suas operações financeiras.

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