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Presidente de estatal é demitida após prints contra Lula e fotos com Michelle Bolsonaro
Presidente de estatal é demitida após prints contra Lula e fotos com Michelle Bolsonaro
Sabrina Góis, que comandava interinamente o Serviço Geológico Brasileiro, foi exonerada após vir à tona publicações antigas em apoio à direita e críticas ao petista
Por: Redação
13/11/2025 às 08:04

Foto: Reprodução/Serviço Geológico Brasileiro
O governo Lula exonerou nesta quinta-feira (12) a presidente interina do Serviço Geológico Brasileiro (SGB), Sabrina Soares de Araújo Góis, após a divulgação de prints de 2018 em que ela comemorava a prisão de Lula e aparecia em fotos com Michelle Bolsonaro. A decisão foi tomada pelo Conselho de Administração da estatal, vinculada ao Ministério de Minas e Energia.
Sabrina ocupava o cargo desde 15 de outubro, após a saída de Inácio Cavalcante Melo, que havia renunciado ao posto por uso indevido de recursos públicos. Além da presidência interina, ela também acumulava as diretorias de Administração e Finanças e de Infraestrutura Geocientífica — todas perdidas com a exoneração.
O SGB confirmou a demissão em nota oficial, afirmando que o geólogo Valdir Silveira, diretor de Geologia e Recursos Minerais, foi designado para assumir a presidência interina.
“O Conselho de Administração exonerou a diretora de Infraestrutura Geocientífica (DIG), Sabrina Soares de Araújo Góis, que também ocupava interinamente os cargos de diretora-presidente e de diretora de Administração e Finanças”, informou o comunicado.
A demissão ocorreu enquanto Sabrina cumpria agenda na COP30, em Belém (PA).
Perseguição ideológica
A saída de Sabrina reacendeu críticas sobre aparelhamento político e perseguição ideológica dentro das estatais federais. Aliados da ex-presidente afirmam que ela foi demitida por motivação política, já que as publicações antigas não envolvem conduta ilícita e foram feitas antes de sua nomeação para o cargo público.
Sabrina é companheira de Carlos Henrique Sobral, servidor do Ministério do Turismo com ligações políticas no Centrão. Fontes de Brasília afirmam que o caso expos o clima de intolerância e caça a perfis considerados simpáticos à direita dentro do governo.
Escândalos anteriores
O episódio ocorre após o ex-presidente do SGB, Inácio Cavalcante Melo, ter deixado o cargo sob acusações de uso de verba pública para viagens de luxo com os filhos, incluindo hospedagens em suítes executivas e refeições com camarão flambado. Melo, indicado pela senadora Eliziane Gama (PSD-MA), devolveu R$ 9,3 mil aos cofres públicos.
A substituição de Sabrina por um aliado técnico do governo reforça o controle político do Palácio do Planalto sobre cargos estratégicos de estatais ligadas ao setor energético.
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