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Pressão da CPMI do INSS cresce sobre Weverton Rocha após citações em depoimentos

Pressão da CPMI do INSS cresce sobre Weverton Rocha após citações em depoimentos

Senador do PDT-MA não é investigado, mas precisa explicar encontros com lobistas e indicações para cargos ligados ao esquema de fraudes em benefícios sociais

Por: Redação

28/09/2025 às 20:55

Senador Weverton Rocha (PDT-MA)

Foto: Luis Macedo/Câmara dos Deputados

O senador Weverton Rocha (PDT-MA), uma das principais lideranças políticas do Maranhão, passou a ser citado na CPMI do INSS em razão de vínculos com assessores, aliados e operadores investigados por fraudes milionárias em benefícios sociais.

Embora não seja investigado, o parlamentar enfrenta pressão para explicar encontros com personagens centrais do esquema e indicações para cargos estratégicos no INSS. Um dos casos envolve seu ex-assessor Gustavo Marques Gaspar, apontado como elo entre o senador e o núcleo operacional. Segundo o portal Metrópoles, Gaspar chegou a conceder procuração ao consultor Rubens Oliveira Costa, conhecido como “homem da mala”.

Durante depoimento na CPMI, Rubens confirmou encontros com Gaspar, mas evitou detalhar possíveis repasses ilícitos. A situação ganhou peso após o próprio Weverton admitir reuniões com o lobista Antonio Carlos Camilo Antunes, o “Careca do INSS”, que, segundo ele, tratavam de temas ligados ao setor de cannabis.

Parlamentares já apresentaram requerimentos para convocar o senador a depor. Kim Kataguiri (União-SP) defendeu a medida e falou em indícios de “blindagem política” ao grupo investigado.

Outros aliados de Weverton também entraram no radar da comissão. Um secretário municipal de Presidente Dutra (MA) teria recebido R$ 100 mil do “Careca do INSS”, segundo documentos. Além disso, a indicação de André Fidelis à Diretoria de Benefícios do INSS, feita por Weverton e confirmada pelo ex-ministro da Previdência Carlos Lupi, reforçou as suspeitas. Fidelis é acusado de firmar convênios que resultaram em descontos de ao menos R$ 142 milhões e teria recebido R$ 5,1 milhões por meio do escritório de advocacia do filho.

Em nota, Weverton negou irregularidades. Ele afirmou que a nomeação de Gaspar teve caráter “estritamente político” e disse não manter relação profissional com o ex-assessor desde 2023.

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