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Relatório da CPI do Crime Organizado é rejeitado no Senado após mudança na composição
Relatório da CPI do Crime Organizado é rejeitado no Senado após mudança na composição
Articulação da base governista altera comissão e derruba parecer que previa indiciamentos no STF
Por: Redação
15/04/2026 às 08:21

Foto: Lula Marques/Agência Brasil
O relatório final da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado foi rejeitado nesta terça-feira (14) após articulação da base governista no Senado. O texto, elaborado pelo senador Alessandro Vieira (MDB-SE), foi derrubado por 6 votos a 4.
A rejeição ocorreu após mudanças na composição da comissão pouco antes da votação. A alteração foi formalizada por meio de ofício do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), que resultou na inclusão de mais parlamentares alinhados ao governo na CPI.
O presidente da comissão, senador Fabiano Contarato (PT-ES), também se posicionou contra o relatório, embora não tenha participado da votação.
O parecer rejeitado pedia o indiciamento dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, Dias Toffoli e Gilmar Mendes, além do procurador-geral da República, Paulo Gonet, por supostos crimes de responsabilidade relacionados ao caso Banco Master.
O relatório apontava possíveis conflitos de interesse, suspeição em julgamentos e decisões consideradas prejudiciais às investigações. No caso de Gonet, a justificativa era a suposta omissão diante de indícios de irregularidades.
Além dos indiciamentos, o documento trazia um diagnóstico sobre a atuação do crime organizado no país, indicando a presença de facções em 24 estados e no Distrito Federal e estimando que cerca de 28,5 milhões de brasileiros vivem em áreas sob influência dessas organizações.
A CPI também registrou mais de 44 mil mortes violentas em 2024 e apontou a lavagem de dinheiro como principal mecanismo de sustentação das organizações criminosas, com infiltração em setores formais da economia e uso de tecnologias financeiras.
Mesmo rejeitado, o relatório deve continuar sendo utilizado como referência política e pode subsidiar novas propostas legislativas sobre segurança pública e combate ao crime organizado.
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