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Renan acusa Motta e Lira de pressionarem ministros do TCU no caso Banco Master
Renan acusa Motta e Lira de pressionarem ministros do TCU no caso Banco Master
Presidente da CAE diz que comando atual e ex-comando da Câmara atuam sobre indicados do Centrão no tribunal; Lira rebate e chama acusações de “fake news”
Por: Redação
19/01/2026 às 21:59

Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil
O senador Renan Calheiros (MDB-AL) afirmou nesta segunda-feira (19) que o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, e o ex-presidente da Casa Arthur Lira estariam pressionando ministros do Tribunal de Contas da União (TCU) no âmbito do caso Banco Master. A declaração foi feita em entrevista à GloboNews.
“Estou tendo informações de que o atual presidente da Câmara e o ex-presidente pressionaram e continuam pressionando o TCU — aliás, um setor do TCU — para que o tribunal liquide a liquidação”, disse Renan, que preside a Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado.
Segundo o senador, a suposta pressão recairia sobre ministros indicados pelo Centrão, em especial Jhonatan de Jesus, ex-deputado pelo Republicanos e indicado ao TCU em 2023. Jhonatan é relator do processo envolvendo o Banco Master, instituição controlada por Daniel Vorcaro.
Renan afirmou que, durante a fase de expansão dos negócios do banco, Vorcaro se aproximou de políticos do Centrão, o que, segundo ele, exige atenção redobrada dos órgãos de controle.
Em nota, Arthur Lira rechaçou as acusações, dizendo que Renan “tem se especializado em criar fake news” e que as declarações teriam o objetivo de “chantagear o governo, o Parlamento e tentar limpar uma biografia muito manchada por malfeitos”.
Procurado, Hugo Motta não respondeu até a publicação da reportagem. O espaço segue aberto para manifestação.
Renan também criticou a atuação do ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal, no andamento do caso. Segundo o senador, foi “estranha” a forma como o magistrado assumiu a condução da investigação e transferiu o sigilo das apurações ao presidente do Senado.
Em 2 de dezembro, três dias após viajar com o advogado do ex-diretor de compliance do Banco Master, Toffoli decretou sigilo máximo sobre o pedido da defesa de Vorcaro para reconhecer a incompetência da Justiça Federal no caso, após a divulgação de que o STF havia recebido a solicitação.
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