Rogério Marinho defende CPI para investigar escândalo do Banco Master
Senador afirma que dados obtidos pela CPMI do INSS indicam irregularidades financeiras que vão além das fraudes no sistema previdenciário
Por: Redação
06/03/2026 às 12:06

Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil
O senador Rogério Marinho (PL-RN) defendeu a criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) específica para investigar o escândalo envolvendo o Banco Master, controlado pelo empresário Daniel Vorcaro.
Segundo o parlamentar, informações reveladas durante os trabalhos da CPMI do INSS apontam que o caso é mais amplo do que as suspeitas de fraudes ligadas ao sistema previdenciário.
De acordo com Marinho, os dados obtidos a partir da quebra de sigilo de Vorcaro mostram possíveis irregularidades que envolvem o sistema financeiro e exigiriam uma investigação exclusiva no Congresso Nacional.
O senador afirmou que o material analisado pela comissão sugere práticas que vão além da atuação do banco no mercado de crédito consignado, modalidade diretamente relacionada aos benefícios previdenciários.
“O caso Master é muito mais complexo, envolve também malversação de recursos do sistema financeiro, CDBs (Certificados de Depósito Bancário) sem lastro, o uso do Fundo Garantidor de Crédito de forma leviana, negociação promíscua com o Banco Central”, declarou Marinho.
Para o parlamentar, o episódio não pode ser tratado apenas de forma lateral dentro da CPMI do INSS, já que envolve possíveis falhas graves na fiscalização do sistema financeiro.
Apesar da pressão de parlamentares da oposição, a instalação de uma CPI exclusiva sobre o Banco Master enfrenta resistência no Congresso Nacional.
Os presidentes do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), e da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), ainda não autorizaram a abertura da comissão.
A demora em avançar com a investigação motivou uma reação do Partido Novo, que anunciou uma representação no Conselho de Ética do Senado contra Alcolumbre, acusando o presidente da Casa de omissão ao não permitir a criação da CPI.
O senador Eduardo Girão (Novo-CE) criticou a paralisação das iniciativas para investigar o caso, afirmando que o Senado estaria assistindo “de camarote” a um possível enfraquecimento das instituições por falta de ação.
Atualmente, os fatos ligados ao Banco Master são analisados em duas frentes no Legislativo: na CPMI do INSS e em uma comissão parlamentar dedicada ao combate ao crime organizado.
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