Rui Costa segue na mira por escândalo dos respiradores de 2020
Ministro da Casa Civil é citado em investigação sobre fraude milionária que desviou R$ 48 milhões durante a pandemia
Por: Redação
03/10/2025 às 13:22

Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil
Desde que assumiu a chefia da Casa Civil do governo Lula, o ministro Rui Costa (PT) convive com rumores e acusações em torno de um dos episódios mais nebulosos da pandemia: a compra frustrada de respiradores em 2020. À época, ele era governador da Bahia e presidente do Consórcio Nordeste, responsável por uma operação que terminou em prejuízo de R$ 48 milhões aos cofres públicos.
O caso envolveu a compra de 300 respiradores para pacientes de covid-19. O contrato previa pagamento antecipado a uma empresa intermediária, mas os equipamentos nunca foram entregues. As investigações conduzidas desde então apontam indícios de fraude planejada desde a origem do processo. Cinco anos depois, porém, o inquérito permanece inconcluso e sob sigilo judicial.
O escândalo do Consórcio Nordeste
O Consórcio Nordeste, criado para dar mais força política e econômica aos estados da região, foi usado como instrumento para a negociação emergencial. Documentos revelam que a contratação da empresa sem histórico comprovado no setor foi autorizada com base em critérios de urgência, mas sem garantias adequadas.
Logo após o repasse, os fornecedores desapareceram e o consórcio ficou sem os respiradores. À medida que o caso avançava, a Polícia Civil e o Ministério Público apontaram fortes indícios de desvio e conluio entre empresários e gestores públicos.
Rui Costa, suspeitas e defesa
Embora nunca tenha sido formalmente indiciado, Rui Costa foi citado em diversos depoimentos e relatórios como responsável político pela autorização da operação. Críticos afirmam que, no mínimo, houve falha grave de gestão e fiscalização.
O ministro, por sua vez, sempre negou qualquer participação no esquema e garante ter sido vítima de uma fraude articulada. “Nunca tive benefício pessoal, agi em defesa da população no pior momento da pandemia”, repete em entrevistas.
Processo parado e dúvidas persistentes
A ausência de conclusão no inquérito alimenta especulações sobre proteção política e falta de transparência. O episódio segue como ponto vulnerável na trajetória do atual ministro da Casa Civil, especialmente num momento em que o governo Lula busca defender sua imagem de probidade diante de escândalos passados do PT.
Para a oposição, a manutenção do processo em sigilo apenas reforça a necessidade de uma CPI ou de medidas mais duras de investigação. Para aliados, a demora indica fragilidade das provas contra Rui Costa.
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