Senador aciona TCU para investigar atuação de delegado da PF nos EUA
Pedido é para apurar auxílio-moradia de delegado da PF em Miami
Por: Redação
27/04/2026 às 15:46
● Atualizado em 27/04/2026 às 15:46

Um novo capítulo da crise envolvendo a atuação de um delegado da Polícia Federal brasileira nos Estados Unidos chegou ao Tribunal de Contas da União (TCU). Um senador da República protocolou representação pedindo a abertura de investigação sobre a conduta do agente que atuava como oficial de ligação em Miami.
O caso ganhou repercussão após o delegado Marcelo Ivo de Carvalho ser alvo de questionamentos por sua atuação junto às autoridades norte-americanas. Ele ocupava, desde 2023, um posto estratégico de cooperação internacional entre o Brasil e os Estados Unidos na área de segurança e imigração.
Questionamentos sobre atuação internacional
A representação encaminhada ao TCU levanta dúvidas sobre a legalidade e a transparência das ações do delegado durante sua permanência nos Estados Unidos. O foco principal é apurar se houve uso indevido da função pública ou eventual extrapolação de competências institucionais.
O episódio ganhou força após o governo americano determinar a saída do delegado do país. Autoridades dos EUA alegaram que ele teria tentado interferir no sistema migratório para contornar procedimentos formais, o que foi interpretado como irregularidade diplomática.
Contexto da crise
A situação está ligada ao caso do ex-deputado Alexandre Ramagem, que foi detido nos Estados Unidos e posteriormente liberado. Segundo relatos, o delegado brasileiro teria atuado nos bastidores para viabilizar a deportação do ex-parlamentar por vias mais rápidas do que os trâmites tradicionais de extradição.
A atuação acabou sendo interpretada pelas autoridades americanas como tentativa de “manipulação do sistema migratório”, o que levou à sua retirada do posto e gerou tensão diplomática entre os dois países.
Pedido de investigação
Diante da repercussão, o senador solicitou que o Tribunal de Contas da União avalie possíveis irregularidades administrativas, incluindo uso de recursos públicos, conduta funcional e eventual desvio de finalidade.
O objetivo, segundo o parlamentar, é esclarecer se a atuação do delegado seguiu os protocolos legais e institucionais exigidos para missões internacionais.
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