“Sicário” morre após prisão em operação da Polícia Federal
Investigado por atuar como espião do ex-banqueiro do Banco Master, Luiz Phillipi Mourão teve morte confirmada após protocolo de morte encefálica em hospital de Belo Horizonte
Por: Redação
07/03/2026 às 09:20

Foto: Reprodução
Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, conhecido como “Sicário”, morreu nesta sexta-feira (6) após permanecer internado em estado grave em Belo Horizonte. A informação foi confirmada pela defesa do investigado, que afirmou que o óbito foi declarado às 18h55, após a conclusão do protocolo de morte encefálica iniciado na manhã do mesmo dia.
Em nota, o advogado Robson Lucas da Silva informou que o corpo será encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML) para os procedimentos legais.
Mourão havia sido preso na última quarta-feira (4) durante um desdobramento da Operação Compliance Zero, conduzida pela Polícia Federal. A investigação apura um suposto esquema de fraudes financeiras envolvendo o Banco Master e seu ex-controlador, o banqueiro Daniel Vorcaro.
Segundo a Polícia Federal, Mourão recebia cerca de R$ 1 milhão por mês para coordenar atividades de vigilância e coleta de informações contra pessoas consideradas rivais ou críticas de Vorcaro. O investigado também teria sido responsável por acompanhar e monitorar indivíduos ligados às apurações sobre o banco.
De acordo com a PF, Mourão atentou contra a própria vida enquanto estava sob custódia na Superintendência Regional da Polícia Federal em Minas Gerais. Agentes que estavam no local iniciaram procedimentos de reanimação e acionaram o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu).
Ele foi levado ao Hospital João XXIII, no centro de Belo Horizonte, onde permaneceu internado até ter a morte confirmada.
As investigações apontam que Mourão atuava como articulador de uma organização criminosa identificada pelos investigadores como “A turma”. O grupo seria composto por quatro núcleos e teria atuação em fraudes financeiras, corrupção, ocultação de patrimônio e também em ações de intimidação e obstrução de Justiça.
A operação que levou à prisão de Mourão também resultou na detenção preventiva de Daniel Vorcaro, acusado de tentar interferir nas investigações relacionadas ao Banco Master.
Após a prisão, Vorcaro foi transferido para a Penitenciária Federal de Brasília, em regime de segurança máxima, por determinação do ministro do Supremo Tribunal Federal André Mendonça, relator do caso na Corte.
Além do ex-banqueiro e de Mourão, também foi alvo da operação o empresário Fabiano Zettel, cunhado de Vorcaro e apontado pelas investigações como possível operador financeiro do grupo.
A decisão judicial ainda determinou o afastamento de dois ex-diretores do Banco Central, Belline Santana e Paulo Sérgio Neves de Souza, que também foram alvo de buscas no âmbito da investigação.
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