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Sócio aponta falta de comprovação de R$ 100 milhões em resort ligado a irmãos de Dias Toffoli

Sócio aponta falta de comprovação de R$ 100 milhões em resort ligado a irmãos de Dias Toffoli

Denúncia envolve empreendimento privado no Paraná, disputa societária e auditoria que indica inconsistências financeiras ainda sem esclarecimento público

Por: Redação

02/02/2026 às 08:00

Imagem de Sócio aponta falta de comprovação de R$ 100 milhões em resort ligado a irmãos de Dias Toffoli

Foto: Divulgação

Uma disputa societária envolvendo o Resort Tayayá Porto Rico, empreendimento privado em São Pedro do Paraná, ganhou novos contornos após o empresário João Roberto Viotto, sócio minoritário e ex-presidente da empresa, afirmar que até R$ 100 milhões em despesas não teriam comprovação documental. As acusações foram feitas em entrevista e se baseiam em dados de auditoria interna citados pelo empresário.

O resort teve, em fases anteriores do projeto, participação societária de empresas ligadas ao apresentador Ratinho e de José Eugênio Dias Toffoli e José Carlos Dias Toffoli, irmãos do ministro do Supremo Tribunal Federal Dias Toffoli. Atualmente, segundo Viotto, o controle do empreendimento está nas mãos da família Ferro, que teria adquirido a participação dos antigos sócios.

De acordo com Viotto, o empreendimento — ainda em construção — já comercializou mais de 1,5 mil cotas a cerca de 600 clientes, arrecadando aproximadamente R$ 220 milhões. A auditoria mencionada pelo ex-sócio indica a ausência de notas fiscais, contratos ou comprovantes para justificar cerca de R$ 100 milhões em saídas financeiras, além de uma diferença de R$ 7,6 milhões em extratos bancários até dezembro de 2024.

O empresário atribui as supostas irregularidades à atual gestão, presidida por Patrick Ferro, e aponta ainda o uso de contratos com empreiteiras e o não repasse de tributos à União. Segundo ele, os dados levantados justificariam uma apuração mais aprofundada sobre a condução financeira do projeto.

Em setembro de 2025, Viotto chegou a solicitar à Justiça do Paraná a antecipação de provas, com o objetivo de obter documentos junto ao Banco Central. O pedido foi retirado dias depois, mas a defesa afirma que pretende reapresentá-lo para análise por outro magistrado.

A administração do Tayayá Porto Rico nega as acusações e as classifica como “inverídicas” e “caluniosas”. Em nota, a empresa afirma que Viotto tenta retomar o controle da gestão após ter sido afastado por supostas atividades suspeitas e conflitos de interesse. A direção do resort também ressalta que não há recursos públicos envolvidos no empreendimento.

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