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Sóstenes diz que “ditadura já está em curso” após obstrução na Câmara e processos contra 14 deputados

Sóstenes diz que “ditadura já está em curso” após obstrução na Câmara e processos contra 14 deputados

Líder do PL na Câmara afirma que oposição luta contra “sistema corrupto” e critica representações na Corregedoria

Por: Redação

11/08/2025 às 09:26

O deputado federal Sóstenes Cavalcante

Foto: Leonardo Prado/Câmara dos Deputados

líder do PL na Câmara dos Deputados, Sóstenes Cavalcante (RJ), reagiu nesta segunda-feira (11) à abertura de processos disciplinares contra 14 deputados da oposição que participaram da obstrução física do plenário nos dias 5 e 6 de agosto, em protesto contra a prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e para pressionar a pauta de anistia aos envolvidos nos atos de 8 de janeiro.

Em publicação nas redes sociais, Sóstenes afirmou que “muitos aguardam o Diário Oficial anunciar a ditadura… nós sabemos: ela já está em curso”. Para ele, a oposição luta contra um “sistema corrupto que tenta sequestrar o destino do Brasil” e defende que o mandato parlamentar é “voz do povo, respaldada pela Constituição”.

O deputado pediu respeito ao Parlamento e à Constituição e afirmou que a oposição seguirá “incansável” em sua defesa da liberdade, afirmando que “a verdade pode ser atacada, mas jamais será vencida”.

Após a obstrução que paralisou as votações por dois dias, Sóstenes chegou a pedir perdão ao presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), por atitudes “não corretas no privado”. Ele negou que haja qualquer acordo ou chantagem com Motta para pautar o projeto da anistia, dizendo que o entendimento é com os líderes de PP, Novo, PSD e União Brasil.

“Não há, e nunca haverá chantagem da nossa parte. Somos e continuaremos aliados pela independência da cadeira dessa presidência”, afirmou.

No sábado (9), Sóstenes comemorou a abertura da representação contra ele na Corregedoria como um “sinal de honra” e afirmou que isso comprova que a oposição tem incomodado. Ele pediu que o corregedor analise o caso com “equilíbrio, serenidade e justiça” e arquive a denúncia.

Os 14 deputados denunciados — todos ligados ao ex-presidente Jair Bolsonaro — ocuparam a Mesa Diretora para exigir a votação do projeto que concede anistia aos envolvidos nas manifestações em 8 de janeiro de 2023 em Brasília. Além da prisão domiciliar de Bolsonaro, eles protestavam contra o que consideram perseguição política.

A Corregedoria da Câmara, presidida pelo deputado Diego Coronel (PSD-BA), deve receber as denúncias nesta segunda e emitir pareceres até quarta-feira (13), podendo recomendar punição que varia de advertência a suspensão de até seis meses.

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