STF articula medidas para garantir andamento do julgamento de Bolsonaro
Relator Alexandre de Moraes adota estratégias para evitar atrasos no caso que investiga suposta tentativa de golpe de Estado
Por: Redação
20/08/2025 às 08:44

Foto: Valter Campanato/Agência Brasil
O relator da investigação sobre suposta a tentativa de golpe de Estado, ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), tomou medidas para assegurar que o julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) não sofra interrupções. Nos bastidores, a iniciativa foi apelidada de “seguro anti-vista”, em referência à prerrogativa de pedir mais tempo para analisar processos, que poderia suspender o julgamento por até 90 dias.
Fontes do tribunal afirmam que Moraes coordenou com o presidente da Primeira Turma, ministro Cristiano Zanin, para que a data do julgamento não fosse marcada imediatamente após a entrega das alegações finais. A intenção é permitir cerca de dez dias para que os colegas examinem detalhadamente o caso antes da sessão.
Para facilitar o estudo do processo, Moraes enviou aos integrantes da Turma um link com todas as provas da investigação, incluindo vídeos de depoimentos e interrogatórios. A estratégia visa reduzir as chances de pedidos de vista e evitar que o julgamento se arraste para 2026.
O julgamento está previsto para começar em 2 de setembro, com cinco sessões concentradas entre os dias 2 e 12, garantindo que eventuais pedidos de vista possam ser resolvidos antes do recesso do STF. As duas primeiras sessões serão dedicadas às sustentações orais, e a votação iniciará a partir do dia 9.
Além de Moraes e Zanin, compõem a Primeira Turma os ministros Flávio Dino, Luiz Fux e a ministra Cármen Lúcia. Auxiliares do tribunal apontam que a probabilidade de algum magistrado solicitar vista é considerada remota.
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