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STF marca julgamento sobre flexibilização da Lei da Ficha Limpa

STF marca julgamento sobre flexibilização da Lei da Ficha Limpa

Supremo analisará ação que tenta barrar mudanças aprovadas pelo Congresso e que podem beneficiar políticos condenados

Por: Redação

12/05/2026 às 06:41

Imagem de STF marca julgamento sobre flexibilização da Lei da Ficha Limpa

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

O Supremo Tribunal Federal marcou para os dias 22 a 29 de maio o julgamento da ação que questiona a flexibilização da Lei da Ficha Limpa.

A análise será realizada no plenário virtual da Corte e envolve um dos temas de maior impacto político para as eleições de 2026.

A ação, registrada como ADI 7881, estava há cerca de quatro meses no gabinete da ministra Cármen Lúcia, relatora do caso.

A nova legislação aprovada pelo Congresso Nacional flexibilizou regras de inelegibilidade e abriu caminho para que políticos condenados possam voltar a disputar eleições.

Entre os nomes potencialmente beneficiados estão o ex-governador do Rio de Janeiro Anthony Garotinho, o ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha e o ex-governador do Distrito Federal José Roberto Arruda.

A flexibilização também pode produzir efeito sobre centenas de outros políticos condenados que estavam impedidos de disputar eleições pelas regras anteriores.

A ação foi apresentada pela Rede Sustentabilidade, que pede a suspensão da Lei Complementar nº 219/2025.

Segundo o partido, a mudança nas regras comprometeria a integridade do processo eleitoral e reduziria mecanismos de proteção à moralidade administrativa.

Na petição enviada ao STF, a legenda argumenta que a proximidade das eleições de 2026 aumenta a necessidade de uma definição rápida da Corte sobre o tema.

A Procuradoria-Geral da República já se manifestou favoravelmente à suspensão de trechos da nova lei.

Em parecer enviado ao Supremo em janeiro deste ano, a PGR defendeu medida cautelar para derrubar pontos considerados flexibilizadores da legislação eleitoral.

A Lei da Ficha Limpa foi criada em 2010 e estabelece hipóteses de inelegibilidade para políticos condenados por órgãos colegiados da Justiça. Desde então, tornou-se um dos principais instrumentos de restrição à candidatura de políticos condenados por corrupção e outros crimes.

 

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