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“STF piora sua imagem ao blindar investigados”, diz presidente da CPI do INSS

“STF piora sua imagem ao blindar investigados”, diz presidente da CPI do INSS

Carlos Viana critica decisões da Corte que concedem habeas corpus a convocados e afirma que medidas enfraquecem o trabalho do Congresso

Por: Redação

07/10/2025 às 08:22

Imagem de “STF piora sua imagem ao blindar investigados”, diz presidente da CPI do INSS

Foto: José Cruz/Agência Brasil

O presidente da CPI do INSS, senador Carlos Viana (Podemos-MG), voltou a criticar nesta segunda-feira (6) o Supremo Tribunal Federal (STF) por conceder habeas corpus a investigados que seriam ouvidos pela comissão. Segundo o parlamentar, as decisões da Corte comprometem a credibilidade do Judiciário e dificultam a apuração de fraudes bilionárias no sistema previdenciário.

“O depoente de hoje vem sob um habeas corpus mais amplo. O STF entendeu que nós, congressistas, não podemos nem confrontá-lo. Ele pode ficar calado diante das quebras de sigilo. Isso é ruim para a CPI e pior ainda para a imagem do Supremo, que já anda desgastada”, disse Viana a jornalistas no Senado.

 

Habeas corpus e blindagem

As críticas foram feitas antes do depoimento do empresário Fernando Cavalcanti, ex-sócio do advogado Nelson Wilians, suspeito de envolvimento em um esquema de fraudes em aposentadorias e pensões no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

Cavalcanti prestou depoimento amparado por decisão do ministro Luiz Fux, que lhe garantiu o direito de permanecer em silêncio e de não responder a perguntas que pudessem incriminá-lo. O empresário é investigado após a Polícia Federal encontrar relógios de luxo, carros esportivos, joias e grandes quantias em dinheiro durante operações de busca e apreensão.

Para Carlos Viana, medidas desse tipo enfraquecem o poder de investigação do Legislativo e transmitem à sociedade uma sensação de impunidade.

“Pessoas com patrimônio suspeito e ligações claras com as investigações estão sendo protegidas. Isso passa a impressão de que há dois pesos e duas medidas. E a população já percebeu isso”, criticou o senador.

 

CPI em confronto com o Judiciário

A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito do INSS foi criada para investigar irregularidades em descontos indevidos e esquemas de corrupção envolvendo benefícios previdenciários. Desde o início dos trabalhos, diversos depoentes conseguiram habeas corpus no STF, o que tem limitado o avanço das oitivas.

Nos bastidores, senadores afirmam que a postura do Supremo tem irritado integrantes da CPI, que veem na série de decisões uma interferência indevida no poder de investigação do Parlamento. Viana tem defendido que o Congresso reaja institucionalmente e discuta medidas para restringir o uso político dos habeas corpus.

 

Desgaste do Supremo

O embate reforça a percepção de distanciamento entre o STF e a sociedade, especialmente após decisões polêmicas envolvendo a Operação Lava Jato, o 8 de Janeiro e a prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro. Pesquisas recentes têm mostrado queda na confiança pública no Judiciário, impulsionada pela sensação de seletividade nas decisões e de excessiva centralização de poder em poucos ministros.

Analistas políticos apontam que o caso da CPI do INSS aprofundou a crise de imagem do Supremo, ao associar a Corte a um papel de “protetora de investigados” enquanto o Congresso tenta avançar em investigações sobre o desvio de recursos de aposentados e pensionistas.

“A sociedade está vendo o Supremo mais como parte do jogo político do que como árbitro imparcial”, avaliou um assessor da CPI ouvido sob reserva.

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