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Tarcísio chama condenação de Eduardo Bolsonaro de “injusta” e mantém apoio à chapa em São Paulo
Tarcísio chama condenação de Eduardo Bolsonaro de “injusta” e mantém apoio à chapa em São Paulo
Governador afirma que decisão do STF não altera estratégia eleitoral do grupo político para a disputa ao Senado
Por: Redação
17/06/2026 às 18:10

Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil
O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), classificou como “injusta” a condenação do ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) pelo Supremo Tribunal Federal (STF). A declaração foi dada nesta quarta-feira (17), durante um evento da Secretaria de Segurança Pública paulista.
Apesar das críticas à decisão da Corte, Tarcísio afirmou que o julgamento não modifica os planos eleitorais do grupo político ligado ao ex-presidente Jair Bolsonaro para as eleições de 2026.
“Temos que aguardar o acórdão sair e também o recurso que a defesa vai protocolar no STF. Eu faço meus argumentos os que a defesa apresentou. Acho que a condenação foi injusta e não prejudica em nada o transcurso da eleição do nosso grupo”, declarou o governador.
Apoio mantido à chapa em São Paulo
Tarcísio também reafirmou apoio aos nomes que integram o projeto político do grupo em São Paulo, incluindo o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e candidatos ao Senado alinhados ao bolsonarismo.
Antes da condenação, Eduardo Bolsonaro havia sido escolhido para ocupar a primeira suplência da chapa liderada por André do Prado (PL), presidente da Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp), que pretende disputar uma vaga no Senado.
A definição ocorreu durante encontro realizado em Miami, nos Estados Unidos, onde Eduardo reside desde 2025. Na ocasião, André do Prado e o ex-deputado acertaram pessoalmente sua participação na composição da chapa.
Condenação no STF
A Primeira Turma do Supremo condenou Eduardo Bolsonaro pelo crime de coação no curso do processo relacionado às investigações sobre a suposta tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022. A pena fixada foi de quatro anos e dois meses de prisão em regime semiaberto.
De acordo com a Procuradoria-Geral da República (PGR), Eduardo teria atuado junto ao governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para pressionar autoridades brasileiras e influenciar o andamento dos processos envolvendo o ex-presidente Jair Bolsonaro.
O julgamento terminou com votação unânime dos ministros Alexandre de Moraes, Cristiano Zanin, Cármen Lúcia e Flávio Dino.
Após a decisão, Eduardo Bolsonaro criticou o resultado e afirmou que a condenação busca afastá-lo da disputa eleitoral. A defesa do ex-deputado prepara recursos para contestar a sentença no próprio Supremo Tribunal Federal.
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