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Tarcísio e Haddad concentram primeiro debate em segurança, economia e educação
Tarcísio e Haddad concentram primeiro debate em segurança, economia e educação
Candidatos ao governo de São Paulo trocaram críticas e defenderam propostas em encontro marcado por embates sobre gestão estadual, privatizações e política econômica
Por: Redação
10/08/2026 às 06:57

Foto: Reprodução
O governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) e o ex-ministro Fernando Haddad (PT) protagonizaram, na noite de domingo (9), o primeiro debate da campanha ao governo de São Paulo. Segurança pública, educação, economia e privatizações dominaram a discussão, enquanto ambos buscaram destacar os pontos fortes de suas candidaturas e questionar a atuação do adversário.
Na área da educação, Tarcísio ressaltou a ampliação das escolas de tempo integral, o crescimento do ensino técnico e os avanços na alfabetização. O governador citou a expansão das matrículas no ensino profissionalizante, que passaram de 136,8 mil em 2023 para 321 mil em 2026, além da conquista do Selo Ouro do Compromisso Nacional Criança Alfabetizada, concedido pelo Ministério da Educação.
Haddad, por sua vez, afirmou que São Paulo perdeu posições em indicadores de qualidade do ensino médio e destacou a queda das notas da rede estadual no Ideb e no Saeb. O petista comparou o desempenho paulista ao de outros estados durante o debate.
A segurança pública foi um dos momentos de maior confronto. Tarcísio apontou a redução dos índices de criminalidade, destacou o esvaziamento da Cracolândia, a queda dos roubos e latrocínios e apresentou ações como o programa Muralha Paulista e operações voltadas ao combate financeiro do crime organizado. Também citou a remoção de barricadas em Paraisópolis e investigações contra estruturas de lavagem de dinheiro ligadas ao PCC.
Haddad criticou a política de segurança do governo estadual, afirmou que o crime organizado ganhou força e chamou atenção para o aumento dos casos de feminicídio. Em resposta, Tarcísio reconheceu que o problema exige novos avanços e destacou medidas como o monitoramento eletrônico de agressores de mulheres.
No debate sobre economia, Haddad atribuiu a política de juros à gestão do ex-presidente do Banco Central Roberto Campos Neto e mencionou o caso Banco Master. Tarcísio respondeu direcionando críticas à política fiscal do governo federal, citando o crescimento da dívida pública e defendendo mudanças para melhorar o ambiente econômico.
Os candidatos também divergiram sobre os impactos das tarifas impostas pelos Estados Unidos aos produtos brasileiros. Haddad defendeu uma resposta conjunta do país às medidas norte-americanas, enquanto Tarcísio concentrou sua argumentação nos efeitos econômicos para a indústria paulista e para as exportações.
As privatizações também estiveram entre os principais temas. Haddad criticou a desestatização da Sabesp e as concessões de serviços públicos, enquanto Tarcísio defendeu os resultados obtidos com os investimentos após a privatização da companhia e a antecipação da meta de universalização do saneamento para 2029.
Na reta final do debate, Haddad destacou medidas do governo Lula, como a ampliação da faixa de isenção do Imposto de Renda. Tarcísio encerrou reafirmando o compromisso de manter projetos nas áreas de segurança, saúde, educação, tecnologia e expansão ferroviária, defendendo a continuidade de sua gestão à frente do Palácio dos Bandeirantes.
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