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Tarifa de 25% dos EUA entra em vigor e atinge parte das exportações brasileiras

Tarifa de 25% dos EUA entra em vigor e atinge parte das exportações brasileiras

Medida anunciada pelo governo Trump passa a valer nesta quarta-feira; mais de 2 mil produtos ficaram de fora da sobretaxa e governo brasileiro estuda medidas de apoio aos setores afetados

Por: Redação

22/07/2026 às 07:37

Imagem de Tarifa de 25% dos EUA entra em vigor e atinge parte das exportações brasileiras

Foto: Alan Santos /PR – Agência Brasil

Entrou em vigor nesta quarta-feira (22) a tarifa adicional de 25% imposta pelos Estados Unidos sobre parte dos produtos importados do Brasil. A medida foi oficializada pelo governo do presidente Donald Trump na última semana e amplia a tributação sobre mercadorias brasileiras exportadas ao mercado norte-americano.

A sobretaxa foi adotada após a conclusão de uma investigação conduzida pelo Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR), com base na Seção 301 da Lei de Comércio de 1974. Segundo o governo norte-americano, a decisão está relacionada a práticas comerciais consideradas desleais em áreas como comércio digital, acesso ao mercado de etanol, políticas ambientais e o sistema de pagamentos Pix.

Estimativas apontam que a medida poderá provocar perdas de até US$ 11 bilhões nas exportações brasileiras. De acordo com o governo federal, aproximadamente 18% das vendas do Brasil para os Estados Unidos deverão ser atingidas, o equivalente a cerca de US$ 7,4 bilhões com base no volume exportado em 2024.

A nova tarifa incide sobre mercadorias importadas ou retiradas de armazéns para consumo a partir desta quarta-feira. No entanto, produtos embarcados antes da entrada em vigor da medida poderão ingressar no mercado norte-americano sem a cobrança adicional, desde que cheguem aos Estados Unidos até 29 de julho.

Apesar do aumento tarifário, o governo dos Estados Unidos excluiu mais de 2,1 mil produtos da nova cobrança para reduzir impactos sobre sua própria economia e evitar interrupções em cadeias de suprimentos. Permaneceram isentos itens relevantes da pauta exportadora brasileira, como carne bovina, café, laranja e suco de laranja, petróleo, aeronaves civis, computadores, celulares, vacinas, fertilizantes, minério de ferro, nióbio e gás natural.

Por outro lado, continuam sujeitos à tarifa adicional produtos como etanol de cana-de-açúcar, outros biocombustíveis, parte da celulose, aço e alumínio semiacabados, máquinas agrícolas, equipamentos de mineração, transformadores elétricos, além de calçados, móveis de madeira, pisos, revestimentos, rochas ornamentais, vestuário e tecidos.

No Brasil, o governo avalia alternativas para reduzir os impactos sobre os setores exportadores. Embora a Lei da Reciprocidade Econômica autorize a adoção de contramedidas comerciais contra países que imponham barreiras consideradas prejudiciais ao Brasil, integrantes do governo sinalizaram que a prioridade continua sendo a negociação.

Ao comentar o tema, o vice-presidente Geraldo Alckmin afirmou que a legislação não foi criada com objetivo de promover retaliações. "Foi aprovada a Lei da Reciprocidade por unanimidade. A ideia não é retaliação. Olho por olho, pode acontecer de os dois ficarem cegos", declarou após reunião com representantes dos setores exportadores.

Segundo Alckmin, o governo também prepara um programa de apoio para as áreas da economia que deverão sofrer os maiores impactos com a entrada em vigor das novas tarifas.

 
 

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