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Temendo Tarcísio, Lula orienta PT a poupar Flávio Bolsonaro na corrida presidencial
Temendo Tarcísio, Lula orienta PT a poupar Flávio Bolsonaro na corrida presidencial
Estratégia do Planalto aposta na rejeição do sobrenome Bolsonaro para facilitar disputa em 2026
Por: Redação
22/12/2025 às 07:31

Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva determinou que o Partido dos Trabalhadores (PT) e setores da esquerda evitem ataques diretos à pré-candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Presidência da República.
A avaliação no núcleo político do governo é pragmática: Flávio Bolsonaro seria o adversário mais conveniente para o petismo em 2026. Pesquisas internas e levantamentos públicos indicam que qualquer candidato que carregue o sobrenome Bolsonaro entra na disputa com elevada rejeição, cenário considerado favorável ao presidente Lula em um eventual confronto eleitoral.
Nos bastidores, o entendimento é de que Flávio carrega um passivo eleitoral pesado, o que tornaria sua candidatura menos competitiva em um segundo turno. Para estrategistas do Planalto, isso reduz riscos e amplia as chances de vitória do petismo.
A ordem para poupar Flávio Bolsonaro tem um objetivo claro: evitar que ele desista da disputa e abra espaço para o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos) — nome visto como muito mais competitivo, especialmente junto ao eleitorado de centro e ao mercado.
Aliados do governo admitem que Tarcísio representa uma ameaça real à reeleição de Lula, por combinar discurso técnico, baixa rejeição e capacidade de diálogo fora do campo ideológico bolsonarista tradicional. O cálculo do Planalto é simples: enquanto Flávio estiver no páreo, Tarcísio tende a ficar fora.
O arranjo não beneficia apenas o governo. Dentro do Partido Liberal, a avaliação é de que manter um Bolsonaro na cabeça de chapa preserva o protagonismo da direita, impede o surgimento de uma terceira via forte e garante um puxador de votos poderoso para a eleição de deputados federais.
Mesmo diante de um cenário adverso para a Presidência, o PL assegura uma bancada robusta no Congresso, ampliando o acesso a bilhões em fundo partidário e fundo eleitoral. Para analistas políticos, trata-se de uma estratégia de sobrevivência e manutenção de poder.
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