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Toffoli cita apoio de ministros do STF ao se declarar suspeito no caso Banco Master
Toffoli cita apoio de ministros do STF ao se declarar suspeito no caso Banco Master
Decisão inclui transcrição de nota pública da Corte que validou atos do ministro enquanto ele era relator do processo
Por: Redação
12/03/2026 às 17:43

Foto: Paulo Pinto/Agencia Brasil
O ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), incluiu em sua decisão de se declarar suspeito no caso envolvendo o Banco Master uma nota pública de apoio assinada por outros integrantes da Corte. No documento, os ministros manifestaram respaldo ao colega e validaram as decisões tomadas por ele enquanto esteve à frente da relatoria do processo.
Na decisão, Toffoli afirmou que não reconhece impedimento ou suspeição jurídica para atuar no caso, mas optou por se afastar por “motivo de foro íntimo”, conforme prevê o Código de Processo Civil.
O texto reproduz integralmente a nota divulgada pelo Supremo em 12 de fevereiro de 2026, assinada pelos dez ministros da Corte. O documento afirma que não havia motivo para questionar a imparcialidade de Toffoli e declarou válidas todas as decisões tomadas por ele na relatoria da investigação.
Segundo a manifestação do STF citada por Toffoli, os ministros reconheceram “a plena validade dos atos praticados” por ele nos processos relacionados ao caso e expressaram apoio pessoal ao magistrado. A nota também destaca que o ministro atendeu a todos os pedidos feitos pela Polícia Federal e pela Procuradoria-Geral da República durante a condução das investigações.
Mudança na relatoria
Ainda em fevereiro, Toffoli anunciou que deixaria a relatoria do caso Banco Master após uma reunião interna convocada pelo presidente do STF, Edson Fachin. Na ocasião, o ministro não reconheceu impedimento nem suspeição formal, mas abriu mão da condução do processo.
Após a decisão, o caso passou para o ministro André Mendonça, escolhido por sorteio para assumir a relatoria das investigações.
Pressão após revelações da investigação
A mudança ocorreu depois que a Polícia Federal encontrou, em arquivos telemáticos de Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master, registros de conversas entre o empresário e o ministro. As investigações também mencionam possíveis pagamentos e negócios envolvendo pessoas ligadas ao magistrado.
Entre os pontos citados nas apurações está a venda de um resort da família de Toffoli, no Paraná, a um fundo ligado ao banqueiro. O empreendimento está formalmente em nome de familiares do ministro, mas reportagens indicam que ele seria considerado o verdadeiro controlador do negócio.
Suspeição formal ocorre em outro processo ligado ao caso
A declaração formal de suspeição ocorreu no âmbito de um mandado de segurança apresentado pelo deputado Rodrigo Rollemberg (PSB-DF), que buscava determinar a abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito para investigar o Banco Master.
Além disso, Toffoli informou à Segunda Turma do STF que também se considera suspeito para participar do julgamento que irá analisar a decisão de André Mendonça que determinou a prisão de Daniel Vorcaro.
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