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Toffoli é sorteado relator de ação que cobra instalação de CPI sobre Banco Master na Câmara
Toffoli é sorteado relator de ação que cobra instalação de CPI sobre Banco Master na Câmara
Mandado de segurança acusa presidente da Câmara de omissão ao não instalar comissão para investigar relação entre Banco Master e BR
Por: Redação
11/03/2026 às 16:18

Foto: ROSINEI COUTINHO/STF
O ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), foi sorteado relator de um mandado de segurança que pede a instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) na Câmara dos Deputados para investigar a relação entre o Banco Master e o Banco de Brasília (BRB).
A ação judicial sustenta que o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), teria cometido “omissão inconstitucional” ao não dar andamento à criação da comissão parlamentar.
Segundo o documento apresentado ao STF, haveria uma demora injustificada para instalar a CPI, mesmo com o requerimento já protocolado por parlamentares.
“Há postergação injustificada do exercício do direito público subjetivo do impetrante e dos demais signatários do requerimento de instalação de CPI para investigar as fraudes ocorridas”, afirma o texto da ação.
O pedido também argumenta que a falta de investigação parlamentar pode gerar prejuízos ao sistema financeiro e à confiança de investidores.
“A prolongada inércia na investigação de graves fraudes financeiras, como as que envolvem o Banco Master e o BRB, pode causar danos irreparáveis ao sistema financeiro, à confiança dos investidores e à própria imagem da fiscalização parlamentar”, diz a peça.
Crise envolvendo o caso Master
Dias Toffoli chegou a ser relator do caso Banco Master no Supremo entre novembro e fevereiro deste ano. No entanto, após uma crise institucional dentro da Corte, o ministro decidiu deixar a condução do processo.
A decisão ocorreu em 12 de fevereiro, durante reunião com os demais ministros do STF.
Relatório da Polícia Federal encaminhado ao presidente do tribunal, ministro Edson Fachin, apontou que o nome de Toffoli apareceu em mensagens encontradas no celular do empresário Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.
Após a saída de Toffoli da relatoria do caso principal, o processo passou a ser conduzido pelo ministro André Mendonça, que foi sorteado para assumir as investigações no Supremo.
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