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Toffoli resiste a pressões e diz que não deixará relatoria do caso Banco Master no STF
Toffoli resiste a pressões e diz que não deixará relatoria do caso Banco Master no STF
Ministro afirma não haver impedimento ou suspeição e mantém controle do inquérito apesar de críticas políticas e questionamentos da Polícia Federal
Por: Redação
20/01/2026 às 11:52

Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil
O ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), tem afirmado a interlocutores e a outros integrantes da Corte que não cogita deixar a relatoria do inquérito que apura o caso Banco Master. Segundo apuração, Toffoli sustenta que não existem fundamentos legais para se declarar impedido ou suspeito, apesar das críticas que o processo vem gerando em setores da política em Brasília.
De acordo com o ministro, uma eventual saída da relatoria provocaria a anulação de decisões já tomadas, fazendo o inquérito retornar à estaca zero, com redistribuição do processo a outro magistrado. Para Toffoli, esse cenário traria insegurança jurídica e abriria espaço para questionamentos futuros sobre nulidades processuais.
O relator tem reiterado que sua condução busca justamente blindar o caso contra alegações de parcialidade. Segundo ele, a decisão de avocar os processos relacionados ao Banco Master para o STF teve como objetivo centralizar a análise e evitar disputas de competência que poderiam comprometer a validade das investigações.
Apesar disso, Toffoli enfrenta pressões crescentes nos bastidores políticos e passou a ser alvo de reclamações de delegados da Polícia Federal (PF), sobretudo após a deflagração da segunda fase da Operação Compliance Zero. O principal ponto de atrito foi a decisão do ministro de determinar que as provas apreendidas ficassem sob a guarda da Procuradoria-Geral da República (PGR), e não diretamente com a autoridade policial.
Por determinação de Toffoli, quatro peritos da PF foram autorizados a acompanhar a extração de dados e a perícia do material apreendido. Delegados, no entanto, avaliam que essa atribuição deveria ser conduzida integralmente pelos setores técnicos da própria corporação, sem interferência direta do relator. Um dos peritos indicados já atuou em investigações da Operação Lava Jato, o que também gerou desconforto interno.
Mesmo diante das críticas, Toffoli concordou com pedido da PF para prorrogar o inquérito por mais 60 dias, mantendo o processo sob sigilo. Em decisão recente, o ministro afirmou que as razões apresentadas pela autoridade policial justificam a ampliação do prazo para conclusão das investigações.
Inicialmente, os itens apreendidos — como telefones celulares, computadores e outros dispositivos eletrônicos — ficariam lacrados e acautelados nas dependências do STF. Posteriormente, contudo, Toffoli reviu esse entendimento e determinou que a custódia do material fosse transferida à PGR.
A operação mais recente incluiu novas buscas e apreensões em endereços ligados a Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master, além da decretação da prisão temporária do investidor Fabiano Campos Zettel, cunhado de Vorcaro.
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