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Treze presos após incêndio devastar complexo residencial e matar 146 pessoas em Hong Kong

Treze presos após incêndio devastar complexo residencial e matar 146 pessoas em Hong Kong

Investigação aponta uso de materiais irregulares em obras de reforma; alarmes falharam e moradores ficaram encurralados nas escadas e telhados

Por: Redação

01/12/2025 às 09:43

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Foto: Getty Images

A polícia de Hong Kong prendeu 13 pessoas suspeitas de homicídio culposo após o incêndio que destruiu parte do complexo residencial Wang Fuk Court e deixou ao menos 146 mortos. De acordo com autoridades locais, os detidos utilizaram materiais de reforma que não atendiam aos padrões mínimos de segurança, o que teria acelerado a propagação das chamas no desastre ocorrido em 26 de novembro. 

Corpos foram encontrados em escadarias e telhados, locais onde muitos moradores ficaram presos durante tentativas frustradas de evacuação. Ainda há cerca de 40 desaparecidos. O complexo abrigava mais de 4 mil residentes.

Autoridades afirmam que empreiteiros usaram materiais de baixa qualidade em pontos de difícil acesso, numa tentativa de esconder eventuais irregularidades dos inspetores públicos. Além da malha inflamável, o isolamento de espuma utilizado nos prédios também favoreceu a expansão das chamas. Os alarmes de incêndio apresentaram falhas no momento do desastre, impedindo que moradores fossem alertados a tempo.

Entre as vítimas estão nove trabalhadores domésticos da Indonésia e um das Filipinas. Em sinal de comoção, milhares de pessoas formaram filas de mais de um quilômetro ao longo de um canal próximo ao conjunto para prestar homenagens.

O governo transferiu mais de 1.100 pessoas dos centros de evacuação para moradias temporárias, enquanto outras 680 foram acomodadas em albergues e hotéis. Cada família recebeu HK$ 10 mil (aproximadamente R$ 6.900) em recursos emergenciais, além de assistência para emissão de novos documentos.

As autoridades continuam a vistoriar as sete torres afetadas e avaliam novas prisões conforme o avanço das investigações. O caso expôs falhas graves na fiscalização de obras e na segurança de grandes complexos residenciais, levantando questionamentos sobre a atuação de empreiteiras e órgãos reguladores em Hong Kong.

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