TSE busca localizar dirigente de escola de samba que homenageou Lula
Corte Eleitoral determinou que Instagram forneça dados de novo presidente da Acadêmicos de Niterói em ação sobre possível propaganda antecipada
Por: Redação
01/09/2026 às 21:31

Foto: Divulgação
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) determinou que o Instagram forneça os dados cadastrais de Hugo Júnior, apontado como novo presidente da Acadêmicos de Niterói, escola de samba que homenageou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no Carnaval de 2026.
A decisão foi tomada pela ministra Estela Aranha em uma ação apresentada pelo partido Missão contra Lula, o PT e a agremiação. O objetivo é localizar formalmente o dirigente para que a escola seja citada no processo eleitoral.
A Acadêmicos de Niterói não foi encontrada nos endereços disponíveis e também não estava cadastrada no Domicílio Judicial Eletrônico. Diante disso, o partido informou à Justiça Eleitoral que Hugo Júnior havia assumido recentemente a presidência da escola e solicitou os dados vinculados ao perfil dele na rede social.
TSE apura possível propaganda antecipada
A ação questiona a utilização de elementos associados à campanha de Lula durante o desfile da escola. A acusação sustenta que a apresentação teria utilizado trechos de jingles eleitorais e referências ao número do PT, o que poderia caracterizar pedido implícito de voto antes do período permitido pela legislação.
O desfile ocorreu em 15 de fevereiro, na Marquês de Sapucaí, durante a abertura do Grupo Especial do Carnaval do Rio de Janeiro. A escola apresentou o enredo “Do alto do mulungu surge a esperança: Lula, o operário do Brasil”, dedicado à trajetória política e pessoal do presidente. A agremiação acabou rebaixada.
Dados de Hugo Júnior ficarão sob sigilo
A ministra acolheu parcialmente o pedido e determinou que o Instagram entregue os dados cadastrais associados à conta investigada. A ordem inclui informações sobre eventuais transações financeiras que possam ajudar a identificar o endereço do responsável pelo perfil.
Os documentos fornecidos pela plataforma deverão permanecer sob sigilo.
O processo já havia chegado ao TSE antes do Carnaval. Em fevereiro, a Corte rejeitou pedidos para impedir previamente a realização do desfile, mas manteve aberta a possibilidade de analisar posteriormente eventual irregularidade eleitoral.
Agora, a Justiça Eleitoral busca identificar formalmente o responsável pela escola para dar continuidade à ação.
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