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Venezuela liberta ex-candidato à Presidência e líderes da oposição após pressão internacional

Venezuela liberta ex-candidato à Presidência e líderes da oposição após pressão internacional

Soltura de presos políticos ocorre após queda de Maduro e sinaliza tentativa de abertura do regime interino em meio a cobranças por libertações em massa

Por: Redação

09/01/2026 às 10:02

Imagem de Venezuela liberta ex-candidato à Presidência e líderes da oposição após pressão internacional

Foto: Reprodução/Redes Sociais

A Venezuela libertou, na noite de quinta-feira (8), mais dois presos políticos, entre eles o ex-candidato à Presidência Enrique Márquez e o líder oposicionista Biagio Pilieri. Imagens divulgadas nas redes sociais mostraram o momento do reencontro com familiares, em cenas de forte apelo simbólico após meses de detenção.

Márquez concorreu às eleições presidenciais de 2024 e chegou a ser apontado como possível substituto caso a candidatura de Edmundo González fosse inviabilizada pelo regime. A libertação foi confirmada pela principal coalizão de oposição do país, a Mesa da Unidade Democrática (MUD), que classificou o episódio como um passo relevante, embora insuficiente diante do número ainda elevado de presos políticos.

As solturas ocorreram em um contexto de forte pressão internacional, especialmente dos Estados Unidos, após a captura do ditador Nicolás Maduro em uma operação militar norte-americana no início do mês. Maduro e a ex-primeira-dama Cilia Flores estão detidos em Nova York, aguardando julgamento. Desde então, o governo interino passou a anunciar medidas que tenta apresentar como sinais de distensão política.

Além de Márquez e Pilieri, outras cinco pessoas foram libertadas no mesmo dia, incluindo a ativista de direitos humanos Rocío San Miguel, que possui cidadania espanhola e estava presa havia quase dois anos sob acusações de terrorismo e traição à pátria. Segundo organizações locais, muitos dos detidos estavam em centros conhecidos por denúncias de tortura, como a prisão de El Helicoide.

A presidente interina Delcy Rodríguez afirmou que as libertações representam um “gesto unilateral” para promover a paz e a reconciliação nacional. Já a líder da oposição María Corina Machado, vencedora do Prêmio Nobel da Paz em 2025, defendeu que a prioridade do novo momento político deve ser a libertação total dos presos políticos.

Estimativas do grupo Foro Penal indicam que ainda existem cerca de 863 presos políticos no país, entre ativistas, jornalistas e opositores detidos após as eleições consideradas fraudulentas de 2024. A oposição afirma que seguirá pressionando até que todos sejam colocados em liberdade, enquanto observa com cautela os próximos passos do governo interino.

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