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Viagem de senadores aos EUA para tentar barrar tarifa de Trump já custa R$ 500 mil aos cofres públicos
Viagem de senadores aos EUA para tentar barrar tarifa de Trump já custa R$ 500 mil aos cofres públicos
Comitiva liderada por Nelsinho Trad tenta diálogo com congressistas dos EUA, mas missão não inclui reuniões com o governo Trump
Por: Redação
29/07/2025 às 10:40

Foto: Saulo Cruz/Agência Senado
A missão oficial de oito senadores brasileiros a Washington, nos Estados Unidos, já gerou um gasto de cerca de R$ 500 mil em recursos públicos. O objetivo da viagem, segundo os parlamentares, é tentar evitar a imposição da tarifa de 50% sobre produtos brasileiros anunciada pelo governo Donald Trump, prevista para entrar em vigor em 1º de agosto.
Liderado por Nelsinho Trad (PSD-MS), presidente da Comissão de Relações Exteriores do Senado, o grupo inclui senadores de diferentes partidos, como Jacques Wagner (PT-BA), Teresa Cristina (PP-MS), Marcos Pontes (PL-SP), Esperidião Amin (PP-SC), Carlos Viana (Podemos-MG), Rogério Carvalho (PT-SE) e Fernando Farias (MDB-AL).
Desde o início da viagem, a comitiva tem se reunido com empresários norte-americanos e representantes da embaixada brasileira em Washington. O encontro com congressistas republicanos e democratas está previsto para esta terça-feira (29.jul), último dia útil da missão, que se encerra na quarta (30).
Sem agenda com o governo Trump
Apesar do objetivo declarado de pressionar contra o tarifaço, a agenda dos senadores não inclui reuniões com integrantes do governo norte-americano. O recesso do Congresso dos EUA também reduziu o ritmo político na capital americana, o que tem limitado os contatos da delegação.
Os gastos até agora somam R$ 275,4 mil em passagens e R$ 201,4 mil em diárias e seguro viagem. O valor das diárias pagas pelo Senado é de US$ 629,61 (cerca de R$ 3.500) por dia, por senador, em viagens para fora da América do Sul.
Diante das críticas pelo alto custo e pela eficácia da missão, os parlamentares alegam que a responsabilidade por negociar diretamente com o governo Trump é do Executivo brasileiro. Segundo eles, a viagem tem caráter complementar, voltada ao diálogo com o Legislativo dos EUA e à tentativa de “fortalecer pontes institucionais”.
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