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Vorcaro reforça defesa e faz nova tentativa de fechar acordo de delação

Vorcaro reforça defesa e faz nova tentativa de fechar acordo de delação

Ex-controlador do Banco Master contrata novo escritório de advocacia para negociar colaboração premiada com a Polícia Federal e a PGR após duas tentativas frustradas

Por: Redação

06/08/2026 às 07:44

Imagem de Vorcaro reforça defesa e faz nova tentativa de fechar acordo de delação

Foto: Esfera Brasil/Divulgação

O empresário Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master, contratou um novo escritório de advocacia para tentar firmar um acordo de colaboração premiada com a Polícia Federal e a Procuradoria-Geral da República (PGR). A mudança ocorre após duas tentativas anteriores de negociação não avançarem.

A defesa de Vorcaro passou a contar com o escritório Bialski Advogados Associados, formado pelos advogados Daniel Bialski, Bruno Borragine e André Bialski. O grupo atuará em conjunto com o criminalista Sérgio Leonardo, que permanece na defesa desde o início da Operação Compliance Zero, deflagrada em 2025.

Preso desde março deste ano em Brasília, Vorcaro já alterou sua equipe jurídica em diferentes momentos da investigação. Antes da nova composição, ele foi representado por advogados como Pierpaolo Bottini, Roberto Podval, Walfrido Warde e José Luís de Oliveira Lima, conhecido como Juca.

Segundo a reportagem, uma primeira proposta de colaboração foi rejeitada pela Polícia Federal e pela Procuradoria-Geral da República. Posteriormente, Sérgio Leonardo apresentou uma nova tentativa de acordo, incluindo informações adicionais, mas o material também não foi aceito pelas autoridades, que entenderam já possuir elementos suficientes obtidos ao longo das fases da Operação Compliance Zero, especialmente a partir de aparelhos eletrônicos apreendidos durante as investigações.

Daniel Vorcaro foi preso pela primeira vez em novembro do ano passado, quando tentava deixar o país em um jato particular. Na ocasião, acabou sendo solto por decisão do Tribunal Regional Federal da 1ª Região. Posteriormente, o caso foi remetido ao Supremo Tribunal Federal (STF) após a defesa apontar possível envolvimento de autoridade com foro privilegiado. O processo chegou inicialmente ao ministro Dias Toffoli, mas foi redistribuído ao ministro André Mendonça, que decretou uma nova prisão preventiva em março e determinou também a prisão de familiares do empresário investigados por suposta participação no esquema.

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