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Vorcaro tenta reverter liquidação do Banco Master no TCU e caso ganha novos desdobramentos
Vorcaro tenta reverter liquidação do Banco Master no TCU e caso ganha novos desdobramentos
Defesa questiona decisão do Banco Central e pede revisão de atos em meio a investigações
Por: Redação
30/03/2026 às 21:29

Foto: Reprodução
O empresário Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master, tentou reverter a liquidação extrajudicial da instituição financeira por meio de uma petição apresentada ao Tribunal de Contas da União (TCU). A iniciativa buscou questionar atos do Banco Central e propor alternativas para o futuro do banco.
No documento, a defesa argumenta que a decisão da autoridade monetária foi precipitada e solicitou a revisão de medidas assinadas pelo presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo. Segundo os advogados, o objetivo não seria impedir a liquidação, mas reavaliar os procedimentos adotados e buscar uma solução estruturada para a instituição.
Entre as propostas apresentadas, estava a possibilidade de aporte do Fundo Garantidor de Crédito (FGC) e a venda de ativos, como a empresa Fictor, como forma de reorganizar o banco. No entanto, o cenário se agravou após a própria Fictor se tornar alvo de operação da Polícia Federal, que investiga suspeitas de lavagem de dinheiro envolvendo grupo associado ao Comando Vermelho.
A petição incluiu ainda uma série de pedidos, como a imposição de sigilo absoluto sobre o processo, restrições à venda de ativos pelo liquidante e a realização de inspeções no Banco Central. Inicialmente, o relator do caso no TCU chegou a conceder confidencialidade aos autos, posteriormente derrubada após solicitação da Comissão de Assuntos Econômicos do Senado.
O processo tramita no contexto de uma representação que analisa a atuação do Banco Central na tentativa de venda do Banco Master ao Banco Regional de Brasília (BRB), operação vetada pela autoridade monetária. O TCU chegou a avaliar medidas cautelares, como o bloqueio da venda de ativos, enquanto solicitava esclarecimentos ao BC.
Mais recentemente, o andamento do caso foi suspenso por decisão do tribunal, levando em consideração investigações paralelas conduzidas pelo próprio Banco Central, pela Controladoria-Geral da União (CGU) e pela Polícia Federal.
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