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Vorcaro teria usado bloqueador militar de drones para manter sigilo em festas em Trancoso
Vorcaro teria usado bloqueador militar de drones para manter sigilo em festas em Trancoso
Equipamento estrangeiro era utilizado para impedir registros aéreos e preservar a identidade de convidados em eventos privados
Por: Redação
09/03/2026 às 09:41

Foto: Reprodução/ redes sociais
O empresário Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master e investigado pela Polícia Federal, teria utilizado um bloqueador de drones de uso militar durante festas organizadas em sua mansão em Trancoso, na Bahia. O objetivo, segundo apuração jornalística, era impedir que aeronaves controladas por terceiros registrassem imagens dos eventos e revelassem a identidade dos convidados.
O equipamento, conhecido como jammer, foi usado, por exemplo, em janeiro deste ano durante uma confraternização realizada na residência do banqueiro, avaliada em cerca de R$ 280 milhões. O dispositivo bloqueia sinais de comunicação utilizados por drones, impedindo que esses aparelhos sobrevoem determinadas áreas.
De acordo com relatos obtidos durante as investigações, Vorcaro temia que drones pudessem captar imagens de pessoas presentes nos encontros e, por isso, recorria ao equipamento para garantir maior privacidade aos convidados.
Segundo a Polícia Federal, esses eventos frequentemente reuniam autoridades públicas e parceiros de negócios do empresário. As festas também contariam com a presença de modelos contratadas, muitas delas estrangeiras e sem familiaridade com o idioma português ou com os convidados presentes.
O uso de bloqueadores de drones é restrito no Brasil e depende de autorização específica. Como forma de contornar as regras impostas pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) e pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), o empresário teria utilizado um equipamento de fabricação estrangeira, que não estava integrado aos sistemas regulatórios nacionais.
Investigadores avaliam que a prática indicaria preocupação do banqueiro em preservar o sigilo de encontros realizados em sua residência.
Mensagens analisadas pela Polícia Federal também indicam que Vorcaro relatava à então namorada encontros reservados com figuras influentes do meio político e institucional. Em uma das conversas, ele afirmou ter participado de um encontro restrito “com dez pessoas apenas na casa de um ministro”, sem revelar o nome do anfitrião.
Os registros de mensagens também citam encontros fora da agenda oficial com autoridades públicas. Entre eles, uma visita ao Palácio do Planalto para reunião com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e um encontro com o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, na residência oficial do chefe da Casa.
Em outra conversa, o empresário menciona ter se encontrado pessoalmente com “Alexandre Moraes”, o que seria uma referência ao ministro do Supremo Tribunal Federal.
Daniel Vorcaro está preso desde o início de março, após nova fase da Operação Compliance Zero, conduzida pela Polícia Federal. A investigação apura suspeitas de fraude financeira, corrupção e atuação de um grupo que teria monitorado e intimidado adversários do empresário.
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