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Alta nos supermercados eleva insatisfação: 71% dos brasileiros culpam Lula pelos preços

Alta nos supermercados eleva insatisfação: 71% dos brasileiros culpam Lula pelos preços

Levantamento revela descontentamento crescente com economia doméstica e reforça desgaste do governo com escândalos como o do INSS

Por: Redação

30/06/2025 às 10:20

Imagem de Alta nos supermercados eleva insatisfação: 71% dos brasileiros culpam Lula pelos preços

Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

A percepção generalizada de que os preços nos supermercados dispararam desde o início do terceiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) reflete um cenário de frustração econômica cada vez mais visível. Segundo levantamento do instituto Paraná Pesquisas divulgado nesta segunda-feira (30), 71,4% dos brasileiros afirmam que os produtos estão mais caros desde a volta de Lula ao poder.

Apenas 17,2% disseram que os preços se mantiveram estáveis, enquanto 9,4% notaram uma redução — percepção que, na prática, representa uma minoria isolada. Os dados foram colhidos entre 18 e 22 de junho, com 2.020 pessoas entrevistadas em todo o país. A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais.

O sentimento de aumento de preços é mais forte no Sul (77,9%) e Sudeste (76,1%), regiões com peso decisivo na formação da opinião pública nacional. No Nordeste, onde o governo tradicionalmente tem mais apoio, ainda assim a percepção de alta atinge 60,4%.

O resultado se soma a outro desgaste recente para o Planalto: o envolvimento de entidades sindicais aliadas ao governo em fraudes no INSS. Em outra pesquisa do mesmo instituto, 30,6% dos brasileiros responsabilizam diretamente Lula pelas irregularidades. O número supera os que culpam os servidores do INSS (25%) e o ex-presidente Jair Bolsonaro (12%).

Na prática, o governo se vê cercado por duas frentes de desgaste: o impacto direto da inflação no bolso e o escândalo de desvios que envolve aposentadorias. O discurso oficial de que a inflação está sob controle não encontra respaldo na percepção popular. Quando o trabalhador olha para o preço da carne ou do arroz, o número do IPCA pouco importa.

Enquanto o Palácio do Planalto tenta rebater a narrativa com dados macroeconômicos, o brasileiro comum forma sua opinião diante da prateleira. E, nesse campo, o governo vem acumulando derrotas simbólicas e reais.

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