A percepção dos brasileiros sobre a economia apresentou deterioração nos últimos meses, segundo análise do cientista político Felipe Nunes, CEO da Quaest, com base em pesquisa divulgada nesta quarta-feira (15). O principal fator apontado é o aumento no preço dos alimentos.
De acordo com o levantamento, subiu de 59% para 72% o número de brasileiros que afirmam ter percebido alta nos preços dos alimentos no último mês. A variação é indicada como um dos principais elementos que influenciam a avaliação econômica da população.
A pesquisa também mostra que metade dos entrevistados (50%) considera que a economia piorou nos últimos 12 meses. Apenas 21% afirmam que houve melhora, enquanto 27% dizem não ter percebido mudanças.
Outro dado destacado é o aumento do endividamento. O percentual de brasileiros que relatam ter poucas ou muitas dívidas subiu de 65% para 72% na comparação com o ano anterior, indicando pressão crescente sobre o orçamento das famílias.
Esse cenário econômico tem reflexos na avaliação do governo federal. Segundo o levantamento, 52% desaprovam a gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, enquanto 43% aprovam, mantendo estabilidade em relação à pesquisa anterior.
No campo eleitoral, a pesquisa indica empate técnico em um eventual segundo turno entre Lula e o senador Flávio Bolsonaro (PL). O parlamentar aparece com 42% das intenções de voto, enquanto o presidente registra 40%. Brancos e nulos somam 16%, e 2% dos entrevistados se declaram indecisos.
O levantamento ouviu 2.004 pessoas com 16 anos ou mais entre os dias 9 e 13 de abril. A margem de erro é de dois pontos percentuais, com nível de confiança de 95%.