Café, gasolina e itens básicos acumulam altas de até 61% entre 2022 e 2026
Por: Redação
13/10/2026 às 10:43

Foto: Agência Brasil
O preço de alimentos, combustíveis e produtos de higiene aumentou significativamente entre 2022 e 2026. Levantamento divulgado pelo Instituto Mises Brasil, elaborado com informações do Procon de São Paulo e do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), aponta elevações de até 61% em seis itens de consumo frequente.
A maior variação foi registrada no café em pó tradicional. A embalagem de 500 gramas, que custava em média R$ 15,48 em 2022, chegou a R$ 24,86 em 2026. A diferença representa alta de 61%.
O desodorante spray aparece na segunda colocação. O preço médio por unidade passou de R$ 7,32 para R$ 11,21, aumento de aproximadamente 53%.
Entre os alimentos, o leite longa vida subiu de R$ 4,61 para R$ 5,72 por litro, avanço de 24%. Já o quilo da carne de primeira passou de R$ 42,01 para R$ 50,49, alta de 20%.
Os aumentos também chegaram aos postos de combustíveis. O litro da gasolina, vendido por R$ 4,93 no período inicial da comparação, atingiu R$ 6,53 em 2026 — elevação de 32%.
No segmento de higiene pessoal, o creme dental de 90 gramas passou de R$ 4,05 para R$ 5,23, ficando 29% mais caro.
Os números retratam a variação dos preços médios de seis produtos específicos e não correspondem à inflação acumulada de toda a economia. O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), calculado pelo IBGE, acompanha uma cesta mais extensa, composta por alimentos, serviços, transportes, habitação, saúde e educação, entre outros grupos.
Em setembro de 2026, o IPCA registrou alta de 0,82%. A inflação acumulada em 12 meses chegou a 4,58%, ligeiramente acima do teto de 4,5% estabelecido para a meta. www1.folha.uol.com.br
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