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Estatais federais registram déficit recorde de R$ 2 bilhões em setembro, aponta Banco Central
Estatais federais registram déficit recorde de R$ 2 bilhões em setembro, aponta Banco Central
Por: Redação
30/10/2026 às 13:55

Foto: Reprodução
As empresas estatais federais registraram déficit primário de R$ 2,014 bilhões em setembro de 2026, segundo dados divulgados pelo Banco Central (BC) nesta quinta-feira (29). O resultado representa o pior desempenho para o mês desde o início da série histórica da instituição, em dezembro de 2001.
O cenário também preocupa no acumulado do ano. Entre janeiro e setembro, o déficit das estatais federais chegou a R$ 8,5 bilhões, estabelecendo outro recorde na série histórica do Banco Central. No mesmo período de 2025, o saldo negativo havia sido de R$ 6,3 bilhões.
A última vez que as empresas estatais federais registraram resultado positivo em setembro foi em 2021, quando alcançaram superávit de R$ 1,3 bilhão. Desde então, o grupo acumula resultados negativos no mês. Em setembro de 2025, o déficit havia sido de R$ 751 milhões.
Um dos principais fatores que pesam sobre as contas das empresas públicas é a situação financeira dos Correios. No segundo trimestre deste ano, a estatal registrou prejuízo de R$ 2,4 bilhões, uma redução de 5,5% em comparação com as perdas de R$ 2,53 bilhões registradas no mesmo período de 2025.
A empresa enfrenta uma grave crise financeira e passa por um processo de reestruturação. Como parte das medidas para recuperar sua situação econômica, o Ministério da Fazenda aprovou uma garantia do Tesouro Nacional para um novo empréstimo de R$ 7 bilhões solicitado pelos Correios no início de setembro.
É importante destacar que o levantamento do Banco Central não contempla todas as empresas públicas federais. Embora o governo tenha 44 estatais, a estatística exclui o grupo Petrobras e instituições financeiras, como Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal.
Quando são consideradas também as empresas estaduais e municipais, o déficit das estatais chegou a R$ 3,4 bilhões em setembro.
Os resultados colocam novamente as contas das empresas públicas no centro do debate econômico, especialmente diante da crise enfrentada pelos Correios e das discussões sobre a situação fiscal do governo federal.
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