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Gastos do governo federal chegam a R$ 2,63 trilhões em 12 meses

Gastos do governo federal chegam a R$ 2,63 trilhões em 12 meses

Avanço das despesas obrigatórias pressiona as contas públicas e leva equipe econômica a ampliar bloqueio no Orçamento para cumprir a meta fiscal.

Por: Redação

01/07/2026 às 09:57

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Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

As despesas do governo federal acumularam R$ 2,633 trilhões nos 12 meses encerrados em maio, segundo levantamento citado pela CNN. O montante coloca os gastos da União a R$ 189,5 bilhões do maior nível já registrado, alcançado durante a pandemia de Covid-19, em novembro de 2020.

O crescimento das despesas obrigatórias tem sido impulsionado principalmente pelos gastos com Previdência Social e Benefício de Prestação Continuada (BPC). No período analisado, os desembolsos com a Previdência chegaram a R$ 1,117 trilhão, superando em mais de duas vezes os gastos federais com o funcionalismo público ativo.

Para tentar manter o cumprimento das regras do arcabouço fiscal, a equipe econômica ampliou para R$ 23,7 bilhões o bloqueio de despesas do Orçamento. As projeções oficiais também indicam aumento de R$ 14,1 bilhões nos gastos com o BPC e de R$ 11,5 bilhões nas despesas com aposentadorias. O objetivo é preservar a meta de superávit primário de 0,25% do Produto Interno Bruto (PIB) e manter o crescimento das despesas dentro do limite previsto pelo novo regime fiscal.

Segundo a reportagem, especialistas em finanças públicas avaliam que o avanço das despesas obrigatórias tem reduzido o espaço para investimentos e outras despesas discricionárias, afetando o funcionamento de órgãos públicos e de áreas como tecnologia. Economistas também defendem a adoção de reformas estruturais para ampliar a sustentabilidade das contas públicas nos próximos anos.

Os dados mostram ainda que a dívida pública federal alcançou R$ 8,798 trilhões, após alta de 1,91%, equivalente a cerca de 70% do PIB. De acordo com analistas citados na reportagem, o aumento do endividamento pode elevar as expectativas de inflação e dificultar a redução das taxas de juros caso o equilíbrio fiscal não seja restabelecido.

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