Quase 70% dos brasileiros dizem que poder de compra caiu, aponta pesquisa
Levantamento aponta percepção de alta nos preços dos alimentos, piora da economia e maior dificuldade para conseguir emprego
Por: Redação
10/06/2026 às 09:03

Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil
Pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta quarta-feira (10) mostra que a maioria dos brasileiros avalia ter perdido poder de compra ao longo dos últimos 12 meses. Segundo o levantamento, 67% dos entrevistados afirmam que hoje conseguem comprar menos do que compravam há um ano. Apenas 13% dizem que sua capacidade de consumo aumentou, enquanto 19% afirmam que ela permaneceu estável.
Embora o índice tenha recuado em relação ao pico de 79% registrado em maio de 2025, o percentual segue elevado e reflete a percepção de dificuldades econômicas enfrentadas por grande parte da população.
A pesquisa também investigou a avaliação dos brasileiros sobre os preços dos alimentos. De acordo com o levantamento, 69% afirmam que os produtos ficaram mais caros no último mês. Apenas 7% disseram ter percebido queda nos preços, enquanto 22% avaliaram que os valores permaneceram inalterados.
Outro indicador analisado foi a percepção sobre a economia nacional. Para 44% dos entrevistados, a situação econômica do país piorou nos últimos 12 meses. Já 20% consideram que houve melhora, enquanto 33% afirmam que o cenário permaneceu o mesmo.
O levantamento também aponta preocupação com o mercado de trabalho. Segundo a pesquisa, 53% dos brasileiros acreditam que ficou mais difícil conseguir emprego ao longo do último ano.
A Genial/Quaest ouviu 2 mil eleitores em entrevistas presenciais realizadas entre os dias 5 e 8 de junho. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. O estudo está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-07661/2026.
Os dados reforçam a relevância da economia e do custo de vida no debate político nacional, temas que tendem a ocupar espaço central nas discussões sobre a sucessão presidencial de 2026.
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