Haddad afirma que dono do Banco Master “levou muita gente no bico”
Ministro da Fazenda classifica caso como uma das maiores fraudes bancárias do país e promete apuração até as últimas consequências
Por: Redação
29/01/2026 às 15:46

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou que o empresário Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master, “levou muita gente no bico” ao apresentar o banco como um empreendimento sólido e confiável. A declaração foi dada em entrevista publicada nesta quinta-feira (29), em meio ao avanço das investigações que envolvem a instituição financeira.
Segundo Haddad, muitas pessoas fizeram negócios com Vorcaro de boa-fé, acreditando tratar-se de um “banqueiro emergente” com respaldo técnico e financeiro. Na avaliação do ministro, o caso do Banco Master pode representar “possivelmente a maior fraude bancária da história do Brasil”, tanto pelo volume quanto pela complexidade das operações.
Durante a entrevista, Haddad atribuiu parte da responsabilidade pela dimensão do problema à gestão anterior do Banco Central, então comandada por Roberto Campos Neto. Segundo o ministro, quando Gabriel Galípolo assumiu a presidência da autoridade monetária, já havia “plena consciência do tamanho do abacaxi” herdado.
Haddad afirmou que não pode responder pela condução do BC no período anterior, mas ressaltou que as investigações em curso devem levar a eventuais responsabilizações, “de quem quer que seja”. De acordo com ele, a atual condução do caso segue critérios estritamente técnicos, dada a gravidade das irregularidades apuradas.
O ministro destacou que acompanha o caso de perto também por presidir o Conselho Monetário Nacional (CMN) e pelos potenciais impactos fiscais da crise. A situação envolve o Fundo Garantidor de Créditos (FGC), que recebe aportes de bancos públicos como Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal, o que pode gerar reflexos diretos para o Tesouro Nacional.
Segundo Haddad, o Banco Central instaurou processos para “abrir a caixa-preta” das operações do Banco Master, com coleta de provas, oitivas e compartilhamento de informações com o Ministério Público e a Polícia Federal. Ele afirmou que a apuração deve alcançar todos os envolvidos que tenham agido de má-fé, sejam empresários, políticos ou agentes públicos.
“O governo pretende levar o caso às últimas consequências”, declarou Haddad, ao reforçar que, na sua avaliação, a responsabilização deve ser ampla e sem distinções, diante da gravidade do episódio.
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