Início
/
Notícias
/
Mundo
/
Crise migratória em Ceuta deixa 34 mortos e leva Espanha a reforçar segurança na fronteira
Crise migratória em Ceuta deixa 34 mortos e leva Espanha a reforçar segurança na fronteira
Governo de Pedro Sánchez amplia presença militar e policial após entrada em massa de imigrantes vindos do Marrocos; oposição responsabiliza política migratória do Executivo
Por: Redação
31/07/2026 às 16:24

Foto: Divulgação
A crise migratória em Ceuta, enclave espanhol no norte da África, se agravou nesta semana após o número de mortos durante as tentativas de entrada irregular subir para 34, segundo informou o prefeito da cidade, Juan Jesús Vivas. Diante da escalada da situação, o governo da Espanha anunciou o reforço do efetivo militar e policial na fronteira com o Marrocos.
O presidente do governo espanhol, Pedro Sánchez, viajou ao território para acompanhar a crise. Segundo dados do Ministério do Interior, cerca de 49 mil migrantes tentaram cruzar para Ceuta por mar e terra em apenas 24 horas, enquanto estimativas da emissora estatal TVE apontam que entre 2 mil e 3 mil conseguiram entrar na cidade.
Imagens registradas durante a operação mostraram centenas de pessoas atravessando o mar a partir da costa marroquina, enquanto outros grupos romperam um dos portões da cerca fronteiriça e invadiram o enclave espanhol. A Guarda Civil informou que a maior parte da entrada ocorreu pela região do quebra-mar de Tarajal.
Em resposta, o governo espanhol determinou o envio de três pelotões militares, uma unidade de mergulho, uma embarcação militar e o reforço das unidades especiais da polícia, que passarão a contar com 200 agentes na região. Antes da decisão do governo central, as autoridades locais já haviam solicitado o fechamento da fronteira com o Marrocos, a mobilização do Exército e a decretação de estado de emergência.
A oposição atribuiu o agravamento da crise à política migratória do governo socialista. O líder do Partido Popular, Alberto Núñez Feijóo, classificou a situação como uma "crise de segurança nacional" e cobrou medidas mais rígidas para conter a imigração ilegal.
Segundo o Ministério do Interior, a Espanha manterá a cooperação com as autoridades marroquinas para impedir novas entradas irregulares e pretende deportar imediatamente os imigrantes que ingressarem ilegalmente no território espanhol. A pasta também atribuiu às redes de tráfico de pessoas o incentivo às travessias após uma decisão da Suprema Corte da Espanha limitar as devoluções sumárias de migrantes interceptados no mar.
Ceuta e Melilla são os únicos territórios da União Europeia com fronteira terrestre no continente africano e, historicamente, concentram sucessivas ondas de imigração ilegal em direção à Europa. A atual crise lembra os acontecimentos de 2021, quando aproximadamente 10 mil migrantes cruzaram para Ceuta em poucos dias.
Veja mais em >>> Rede Comunica Brasil




