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Cristina Kirchner depõe presencialmente em novo processo por corrupção na Argentina

Cristina Kirchner depõe presencialmente em novo processo por corrupção na Argentina

Ex-presidente enfrenta nova acusação enquanto já cumpre pena e tenta deslegitimar julgamento

Por: Redação

17/03/2026 às 10:56

Imagem de Cristina Kirchner depõe presencialmente em novo processo por corrupção na Argentina

Foto: Divulgação

A ex-presidente da Argentina, Cristina Kirchner, compareceu presencialmente à Justiça nesta terça-feira (17) para prestar depoimento em um novo processo por corrupção, ampliando sua já delicada situação judicial no país.

Kirchner é acusada de integrar uma rede de subornos envolvendo políticos e empresários durante os anos 2000. O caso apura um esquema de pagamento de propinas em contratos de obras públicas, no qual a ex-mandatária é apontada como uma das principais beneficiárias.

A ex-presidente já cumpre pena de seis anos de prisão em regime domiciliar por outro processo de corrupção. Desde junho do ano passado, ela utiliza tornozeleira eletrônica e enfrenta restrições impostas pela Justiça argentina.

O depoimento desta semana marca a primeira vez que Kirchner participa presencialmente do julgamento, que vinha sendo realizado por videoconferência desde novembro.

Caso seja condenada novamente, a pena pode chegar a até dez anos de prisão, embora exista a possibilidade de manutenção do regime domiciliar.

Em meio ao avanço das investigações, Kirchner tem adotado um discurso de enfrentamento contra o Judiciário. Em declarações públicas, classificou o processo como uma “farsa processual” e acusou instituições de criarem um “circo” para desviar a atenção de problemas econômicos do país.

A estratégia segue o padrão já adotado por aliados de governos de esquerda na região, que frequentemente tentam deslegitimar investigações judiciais ao atribuí-las a perseguições políticas.

Segundo a Justiça, o caso envolve ao menos 85 réus, incluindo empresários e ex-integrantes do governo. A base das acusações inclui registros detalhados de pagamentos ilegais feitos ao longo de mais de uma década.

A defesa contesta a validade dessas provas e tenta anular o processo, mas os pedidos já foram rejeitados pelas autoridades judiciais.

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