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Deputada dos EUA exige libertação imediata de presos políticos e responsabiliza regime venezuelano por tortura e desaparecimentos

Deputada dos EUA exige libertação imediata de presos políticos e responsabiliza regime venezuelano por tortura e desaparecimentos

María Elvira Salazar cobra ação do governo interino e afirma que Washington não aceitará a continuidade da repressão, mesmo após a queda de Nicolás Maduro

Por: Redação

07/01/2026 às 15:38

Imagem de Deputada dos EUA exige libertação imediata de presos políticos e responsabiliza regime venezuelano por tortura e desaparecimentos

Foto: Al Diaz / Miami Herald

A deputada republicana María Elvira Salazar, dos Estados Unidos, fez um apelo público nesta quarta-feira (7) pela libertação imediata de todos os presos políticos na Venezuela, responsabilizando diretamente o regime chavista por práticas sistemáticas de prisão arbitrária, tortura e desaparecimento de opositores. A cobrança ocorre mesmo após a captura de Nicolás Maduro por forças norte-americanas, no último sábado (3).

Em publicação nas redes sociais, Salazar afirmou que a repressão na Venezuela não é um episódio isolado, mas uma política de Estado que atravessa décadas. Segundo ela, desde o governo de Hugo Chávez até a era Maduro, presos políticos foram usados como “instrumentos de medo” para silenciar a população. “O regime venezuelano prendeu, torturou e fez desaparecer dissidentes por décadas”, escreveu.

A parlamentar direcionou a cobrança à presidente interina Delcy Rodríguez, que assumiu o cargo após decisão da Suprema Corte venezuelana, controlada pelo chavismo. “Delcy Rodríguez deve libertar todos os presos políticos imediatamente”, afirmou Salazar, em tom categórico.

Segundo a deputada, os Estados Unidos não aceitarão a continuidade das detenções e da tortura de opositores políticos. “Os EUA não ficarão de braços cruzados enquanto o regime venezuelano continua a prender e torturar inocentes”, declarou, encerrando a mensagem com um apelo direto: “LIBERTEM TODOS. AGORA.”

A repressão, de acordo com Salazar, persiste mesmo após a prisão de Maduro, que está detido em Nova York, no Centro Metropolitano de Detenção — unidade descrita por ex-detentos e advogados como de condições extremamente precárias. Para a congressista, a mudança no comando formal do país não significou, até agora, o fim das violações de direitos humanos.

Delcy Rodríguez, que era vice-presidente e primeira na linha de sucessão, teve sua autoridade reconhecida pelas Forças Armadas venezuelanas no domingo (4). No mesmo dia, ela divulgou uma carta aberta ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, pedindo diálogo, o fim das hostilidades e a construção de uma agenda de cooperação entre os dois países.

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