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Ministro de Israel rejeita acordo mediado pelos EUA e mantém exigência contra o Hezbollah
Ministro de Israel rejeita acordo mediado pelos EUA e mantém exigência contra o Hezbollah
Itamar Ben-Gvir afirma que Israel não participou das negociações e descarta retirada de áreas controladas no Líbano
Por: Redação
15/06/2026 às 14:54

Foto: Kobi Wolf/Bloomerang
O ministro da Segurança Nacional de Israel, Itamar Ben-Gvir, rejeitou nesta segunda-feira (15) o acordo de paz anunciado pelos Estados Unidos e pelo Irã para encerrar as hostilidades no Oriente Médio. Integrante do governo do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, Ben-Gvir afirmou que Israel não participou das negociações e não se considera vinculado aos termos estabelecidos pelo pacto.
O acordo, anunciado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e pelo primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif, prevê medidas para reduzir a tensão na região, incluindo o encerramento das operações militares israelenses em território libanês. A proposta, porém, encontrou resistência dentro do governo israelense.
Ao comentar o entendimento diplomático, Ben-Gvir declarou que a segurança nacional permanece como prioridade para Israel e afirmou que o país manterá autonomia sobre suas decisões militares.
“Minha posição é clara: não somos parceiros neste acordo que não cuida de nossa segurança”, afirmou o ministro.
Em publicação nas redes sociais, o integrante do governo israelense agradeceu os esforços diplomáticos de Donald Trump, mas ressaltou que o país não aceitará imposições externas relacionadas à sua estratégia de defesa.
A ala mais conservadora da coalizão governista também condiciona qualquer retirada militar à neutralização completa do Hezbollah, grupo apoiado pelo Irã e considerado uma ameaça à segurança israelense. Segundo Ben-Gvir, as Forças de Defesa de Israel não abandonarão áreas já ocupadas durante as operações militares e responderão a novos ataques lançados a partir do território libanês.
O posicionamento evidencia divergências sobre os rumos do processo diplomático e sinaliza dificuldades para a implementação integral do acordo anunciado pelos Estados Unidos. Enquanto Washington busca consolidar um entendimento regional para reduzir os confrontos, integrantes do governo israelense defendem a continuidade das operações até que considerem eliminadas as ameaças à segurança do país.
O conflito entre Israel e grupos armados atuantes no Líbano já provocou milhares de vítimas. De acordo com dados divulgados pelo Ministério da Saúde libanês, mais de 3,7 mil pessoas morreram e cerca de 11,6 mil ficaram feridas desde a intensificação dos confrontos.
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