Reino Unido bane grupo pró-Palestina após ataque a base aérea militar
Com 382 votos a favor, Parlamento classifica como terrorista organização que vandalizou aviões da RAF em protesto contra apoio britânico a Israel
Por: Redação
03/07/2025 às 07:32

Foto: Divulgação
O Parlamento britânico aprovou nesta quarta-feira (2) a proibição do grupo Palestine Action, organização ativista pró-Palestina baseada na Inglaterra. A medida foi tomada após a invasão de uma base aérea militar do Reino Unido, ocorrida há duas semanas, na qual dois aviões foram danificados por integrantes do grupo. A operação de sabotagem aconteceu na RAF Brize Norton, uma das principais instalações da aviação militar britânica.
A decisão, aprovada por 382 votos a favor e apenas 26 contrários na Câmara dos Comuns, classifica oficialmente a organização como entidade banida sob as leis antiterrorismo do país. Na prática, qualquer associação com o Palestine Action — seja por financiamento, apoio logístico ou promoção — passa a ser crime, com penas que podem chegar a 14 anos de prisão.
O grupo, conhecido por ações diretas contra empresas fornecedoras de armas ao governo de Israel, tem como foco principal interromper a cadeia de produção bélica destinada às Forças de Defesa israelenses. A base de Brize Norton, segundo as investigações, foi alvo estratégico por supostamente operar voos com ligação indireta ao conflito no Oriente Médio.
Na ocasião, três pessoas foram presas sob suspeita de envolvimento com atos terroristas: uma mulher de 29 anos e dois homens, de 36 e 24 anos. Eles foram detidos em Londres e em Newbury, no condado de Berkshire.
Apesar da alegação de que os ataques teriam como objetivo barrar suporte logístico britânico ao governo israelense, uma fonte do Ministério da Defesa, citada pela rede CNN, afirmou que os aviões RAF Voyagers danificados não transportavam armamentos ou mantimentos destinados a Israel — e tampouco havia previsão de que cumpririam tal missão.
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