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Sucessora de Maduro rebate provocação de Trump e reafirma controle da Venezuela
Sucessora de Maduro rebate provocação de Trump e reafirma controle da Venezuela
Por: Redação
12/01/2026 às 19:38

Foto: Reprodução
A presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, respondeu nesta segunda-feira (12) a uma provocação pública do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, reafirmando que “há um governo que manda na Venezuela” e defendendo a soberania do país caribenho após a captura do ex-presidente Nicolás Maduro e de sua esposa, ocorrida no início de janeiro em uma operação militar dos EUA.
Delcy fez a declaração em um pronunciamento transmitido pela televisão estatal venezuelana em Catia La Mar, no estado de La Guaira, em resposta a uma postagem de Trump em que o presidente norte-americano aparecia autodenominado “presidente interino” da Venezuela. A imagem divulgada nas redes sociais foi posteriormente identificada como uma montagem e não corresponde ao conteúdo oficial da enciclopédia online citada por Trump.
“Daqui, ratificamos e reafirmamos a soberania e a independência da Venezuela. Vi caricaturas na Wikipedia sobre quem manda na Venezuela. Aqui há um governo que manda na Venezuela”, declarou Delcy, sem mencionar diretamente o nome de Trump, mas deixando clara sua rejeição à afirmação. Ela enfatizou a existência de uma autoridade legítima no país e afirmou que o governo venezuelano segue no comando.
No discurso, Delcy classificou a ação contra Maduro — que agora está sendo processado nos Estados Unidos — como ilegítima, e reforçou a ideia de que existe um governo venezuelano funcional, liderado por ela enquanto presidente interina. Em outras declarações, aliados chavistas também a descrevem como responsável pela defesa da independência nacional diante da intervenção externa.
A resposta ocorre em meio a uma fase de intensa disputa política e diplomática entre Caracas e Washington, após a ação militar que derrubou Maduro do poder e a subsequente tentativa dos Estados Unidos de afirmar influência direta no país sul-americano, inclusive com planos de “governar” a Venezuela até uma transição de poder, segundo declarações de Trump.
A tensão entre as partes segue sendo um dos principais temas do cenário internacional na América Latina neste início de ano, com repercussões políticas, jurídicas e militares.
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