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Venezuela enviou quase US$ 6 bilhões em ouro para a Suíça entre governos Chávez e Maduro
Venezuela enviou quase US$ 6 bilhões em ouro para a Suíça entre governos Chávez e Maduro
Registros alfandegários indicam remessas de 127 toneladas entre 2012 e 2016
Por: Redação
08/01/2026 às 10:00

Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Arquivo Agência Brasil
A Venezuela enviou quase US$ 6 bilhões em ouro para a Suíça entre 2012 e 2016, período que marcou a transição do comando do país de Hugo Chávez para Nicolás Maduro. Os dados constam de registros alfandegários analisados pela emissora pública suíça SRF e divulgados nesta quarta-feira (7).
Segundo a SRF, 127 toneladas de ouro foram remetidas à Suíça no período, o que correspondeu, à cotação da época, a 4,7 bilhões de francos suíços — valor próximo de US$ 5,9 bilhões. As remessas partiram do Banco Central da Venezuela, que, à época, reduzia suas reservas internacionais.
Após chegar à Suíça, parte do ouro teve outros destinos, como Reino Unido e Turquia, segundo a apuração. A emissora suíça aponta que o movimento ocorreu em meio ao agravamento da crise econômica venezuelana, intensificada a partir de 2014 com a queda do preço do petróleo e a contração do Produto Interno Bruto.
Evolução das remessas
Os envios começaram de forma gradual em 2012, com 4,4 toneladas. Em 2013, ano da transição de Chávez para Maduro, foram 10,2 toneladas. Em 2014 e 2015, os volumes subiram para 12 e 24 toneladas, respectivamente. O pico ocorreu em 2016, quando 76,8 toneladas foram exportadas.
A SRF registra que não há novos envios para a Suíça a partir de 2017, período em que sanções europeias passaram a atingir Maduro e pessoas ligadas ao regime. Desde 2018, o Conselho Federal Suíço mantém o congelamento de bens relacionados ao ex-ditador.
A divulgação dos dados ocorre poucos dias após a captura de Nicolás Maduro por forças dos Estados Unidos, que o acusam de tráfico internacional de drogas e conspiração. O ex-presidente venezuelano foi levado ao Centro de Detenção Metropolitano do Brooklyn, em Nova York, onde permanece detido, segundo as autoridades americanas.
A SRF avalia que a transferência do ouro para o exterior foi utilizada como garantia para empréstimos e como forma de obter liquidez em um cenário de restrição financeira, quando o país enfrentava dificuldades para acessar crédito internacional.
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