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Venezuela liberta 60 presos após protestos contra eleição de Maduro

Venezuela liberta 60 presos após protestos contra eleição de Maduro

Solturas ocorrem no Natal, mas organizações apontam que centenas seguem detidos após repressão às manifestações de 2024

Por: Redação

26/12/2025 às 08:41

Imagem de Venezuela liberta 60 presos após protestos contra eleição de Maduro

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

O governo da Venezuela libertou ao menos 60 pessoas presas durante os protestos que se espalharam pelo país após a proclamação do terceiro mandato de Nicolás Maduro. As solturas ocorreram na quinta-feira (25), feriado de Natal, e foram confirmadas por entidades que acompanham a situação dos presos políticos no país.

As detenções aconteceram após as eleições de 2024, contestadas por setores da sociedade venezuelana que questionaram a transparência do processo eleitoral. Na ocasião, manifestações foram registradas em diversas cidades, resultando, segundo dados oficiais e de organizações independentes, na prisão de cerca de 2,5 mil pessoas.

De acordo com o Comitê para a Liberdade dos Presos Políticos (Clippve), responsável por monitorar os casos, as liberações representam um avanço pontual, mas não encerram o problema. A organização estima que mais de mil pessoas ainda permanecem privadas de liberdade por razões políticas, incluindo civis e militares.

Durante a repressão aos protestos, o governo venezuelano classificou os manifestantes como “terroristas” e acusou a oposição de tentar desestabilizar o país. Ao longo de 2024, parte dos detidos já havia sido libertada, segundo informações divulgadas pelas próprias autoridades.

As manifestações ganharam força em meio ao crescimento do apoio popular à líder opositora Maria Corina Machado, que se tornou um dos principais nomes da contestação ao regime e recebeu reconhecimento internacional por sua atuação política.

Apesar das liberações anunciadas, organizações de direitos humanos afirmam que o quadro de repressão política permanece, com denúncias de prisões arbitrárias, acusações genéricas de terrorismo e restrições a liberdades civis. A ONG Foro Penal calcula que o número atual de presos políticos no país ainda gira em torno de 900 pessoas.

A libertação dos 60 detidos ocorre sob pressão internacional crescente e mantém a Venezuela no centro das atenções de entidades multilaterais, que cobram maior respeito ao Estado de Direito e garantias mínimas de direitos fundamentais no país.

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