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Venezuela liberta mais 24 presos políticos sob pressão internacional e silêncio do regime
Venezuela liberta mais 24 presos políticos sob pressão internacional e silêncio do regime
Solturas ocorreram sem anúncio oficial e elevam para ao menos 41 o número de libertados nos últimos dias; organizações estimam mais de 800 ainda detidos
Por: Redação
12/01/2026 às 12:20

Foto: Reprodução/X
O regime venezuelano libertou mais 24 presos políticos na madrugada desta segunda-feira (12), em uma operação realizada sem comunicado oficial e em meio à crescente pressão externa após a captura do ditador Nicolás Maduro. A informação foi confirmada pela Foro Penal, que acompanha a situação carcerária no país.
Segundo a ONG, as libertações ocorreram em unidades como La Crisálida e El Rodeo I. Do total, nove mulheres deixaram a prisão de Las Crisálidas e 15 homens foram soltos de Rodeo I, incluindo o cidadão italiano Alberto Trentini. Entre os libertados também estão Andrés Martínez Adasme, Ernesto Gorbe, José María Basoa, Miguel Moreno Dapena e a ativista Rocío San Miguel.
Com as novas solturas, sobe para pelo menos 41 o número de presos políticos libertados nos últimos dias. O governo interino venezuelano, no entanto, afirma ter liberado 116 detentos desde a semana passada — número contestado por entidades independentes. De acordo com o Foro Penal, mesmo após as liberações, ao menos 803 pessoas continuam presas por motivos políticos no país.
As libertações ocorrem em um cenário de tensão e incerteza. Desde a detenção de Maduro, familiares de presos políticos passaram a se concentrar diante de presídios em diferentes regiões do país, à espera de informações. O regime não divulga listas oficiais nem critérios claros para definir quem será solto, o que amplia a insegurança e a desconfiança sobre o processo.
Ainda nesta segunda-feira, o Vaticano confirmou que o Papa Leão XIV recebeu a líder da oposição venezuelana María Corina Machado. Segundo a Santa Sé, a conversa tratou dos pontos mais sensíveis da crise no país, como a repressão a opositores, o agravamento da pobreza, as recentes operações militares dos Estados Unidos e a libertação de presos políticos.
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