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Jeronimo já ensaia colocar culpa no atraso na Ponte Salvador-Itaparica no tarifaço de Trump
Jeronimo já ensaia colocar culpa no atraso na Ponte Salvador-Itaparica no tarifaço de Trump
Governador culpa os EUA, mas evita responsabilidade do governo federal diante da crise com exportadores baianos
Por: Redação
23/07/2025 às 20:10

Foto: Feijão Almeida/GovBa
Durante o lançamento do Plano Safra Bahia 2025-2026, nesta quarta-feira (23), o governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT), expôs preocupação com os impactos da tarifa de 50% imposta pelo governo dos Estados Unidos sobre produtos brasileiros. A declaração ocorreu em Salvador, durante evento no Parque de Exposições, mas chamou atenção pelo tom alarmista e por minimizar a responsabilidade da diplomacia brasileira no agravamento da crise.
Rodrigues relatou que containers de pescados e mel estão parados nos portos, e empresários temem prejuízos milionários diante da nova taxação americana. “É um absurdo isso, é inadmissível, você mudar uma regra do jogo, com o jogo em andamento”, criticou o governador, sem mencionar as tensões diplomáticas alimentadas pelo próprio governo Lula, especialmente por declarações agressivas contra os EUA.
O petista também revelou a aflição de um produtor de manga em Juazeiro, cuja produção é voltada exclusivamente ao mercado norte-americano. “O que eu vou fazer com essas mangas?”, teria dito o agricultor ao governador.
Embora tenha se mostrado preocupado com o cenário, Jerônimo buscou dividir responsabilidades com o setor privado. “Sentei aqui com o setor produtivo, liguei para Alckmin, estive com Lula...”, disse, em uma tentativa de sinalizar mobilização institucional, mas sem apresentar soluções concretas ou alternativas viáveis aos produtores afetados.
A Bahia é uma das líderes nacionais em exportação de frutas, celulose, grãos e derivados de petróleo. A taxação americana pode afetar diretamente a balança comercial do estado, que depende fortemente do mercado externo. No entanto, críticos apontam que faltou ao governo federal — e também ao estadual — prudência diplomática e articulação para proteger os interesses do agronegócio nacional e evitar retaliações.
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