PF faz nova operação e mira Jaques Wagner em investigação sobre Banco Master
Ação autorizada pelo STF cumpre mandados na Bahia, em São Paulo e no Distrito Federal; apuração envolve suspeitas de corrupção e lavagem de dinheiro
Por: Redação
18/06/2026 às 07:16

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta quinta-feira (18), a nona fase da Operação Compliance Zero, que investiga possíveis irregularidades envolvendo o Banco Master e a atuação de agentes públicos.
Entre os principais alvos da operação estão o senador Jaques Wagner (PT-BA), líder do governo Lula no Senado, e o empresário Augusto Lima, ex-sócio do banqueiro Daniel Vorcaro, que está no centro das investigações conduzidas pela PF.
Por determinação do Supremo Tribunal Federal (STF), os agentes cumprem 18 mandados de busca e apreensão nos estados da Bahia, São Paulo e no Distrito Federal.
Medidas cautelares
Além das buscas, a Justiça autorizou a aplicação de medidas cautelares contra investigados, incluindo monitoramento eletrônico, suspensão de passaportes e proibição de contato entre pessoas envolvidas no inquérito.
Segundo a Polícia Federal, as diligências buscam aprofundar a apuração sobre a possível participação de agentes públicos e empresários em um esquema que teria favorecido interesses ligados ao Banco Master.
Suspeitas investigadas
De acordo com a PF, os fatos apurados podem configurar, em tese, os crimes de corrupção passiva, corrupção ativa e lavagem de dinheiro.
A nova fase da operação amplia o alcance das investigações que já resultaram em prisões, buscas e quebras de sigilo contra empresários, operadores financeiros e pessoas ligadas ao grupo de Daniel Vorcaro.
Nos últimos dias, relatórios da Polícia Federal tornados públicos por decisão do STF revelaram suspeitas de pagamentos de vantagens indevidas a autoridades, custeio de viagens internacionais, além da existência de uma estrutura paralela voltada à obtenção de informações sigilosas e à proteção de interesses do grupo investigado.
A Operação Compliance Zero segue em andamento e os fatos apurados ainda serão analisados pela Justiça. Os investigados têm direito à ampla defesa e ao contraditório.
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